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Item type:Item, Desenvolvimento de um mecanismo dosador de fertilizante granulado para aplicação em taxa variável(Universidade Federal de Viçosa, 2026-02-24) Cunha, Raieni Rafaela da; Pinto, Francisco de Assis de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/8711122380846148A cafeicultura de montanha impõe restrições à mecanização convencional, especialmente na aplicação de fertilizantes, em função da topografia acidentada, da limitação ao uso de máquinas de grande porte e da elevada participação dos insumos nos custos de produção. Nessas condições, a adoção da Agricultura de Precisão, particularmente da adubação à taxa variável, ainda é limitada entre pequenos produtores, principalmente pela ausência de equipamentos portáteis, adaptados e de menor custo. Diante desse cenário, este trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar um mecanismo dosador de fertilizantes granulados para aplicação pontual em taxa fixa e variável. O protótipo foi composto por um mecanismo dosador volumétrico do tipo rotor acanelado, acionado por motor elétrico de corrente contínua e instalado em uma plataforma de aplicação previamente existente, composta por um reservatório de fertilizante comercial e uma Unidade de Controle Eletrônica (UCE). A avaliação experimental foi realizada por meio de ensaios laboratoriais e avaliação em campo. Em laboratório, realizaram-se ensaios de caracterização física dos fertilizantes, calibração da dosagem em função do ângulo de revolução do mecanismo e investigação dos efeitos da inclinação transversal, do nível de enchimento do reservatório e da dose prescrita, em esquema fatorial 3 × 3 × 5. Foram ainda determinados os indicadores de precisão e exatidão da massa aplicada. Posteriormente, o desempenho do sistema foi avaliado em campo, em células georreferenciadas com doses diferenciadas, analisando-se a coerência entre valores prescritos e aplicados, bem como a capacidade operacional efetiva. Os resultados laboratoriais indicaram relação linear entre o ângulo de revolução e a massa dosada para os fertilizantes avaliados, além de efeito significativo da inclinação transversal, do nível de enchimento e da dose prescrita sobre a massa aplicada. O mecanismo apresentou elevada precisão (coeficiente de variação inferior a 2%) e elevada exatidão (desvio percentual inferior a 1%) em condições controladas. Em campo, o sistema embarcado realizou a variação automática das doses entre células, mantendo proximidade entre as doses prescritas e aplicadas na maioria dos tratamentos. Conclui-se que o mecanismo dosador desenvolvido apresenta desempenho técnico satisfatório para aplicação localizada de fertilizantes granulados em taxa fixa e variável, demonstrando potencial de uso em sistemas produtivos com restrições à mecanização convencional, como a cafeicultura em regiões montanhosas. Palavras-chave: agricultura de Precisão; adubação à taxa variável; adubadora costal; fertilizantes granulados; dosagem volumétrica.Item type:Item, Além da mortalidade: produtos vegetais e alvos estratégicos em colônias de formigas-cortadeiras(Universidade Federal de Viçosa, 2026-09-24) Graebin, Andressa; Guedes, Raul Narciso Carvalho; http://lattes.cnpq.br/9553431481519437As formigas-cortadeiras dos gêneros Atta e Acromyrmex constituem importantes pragas de sistemas agrícolas e florestais, cuja complexa organização social e dependência do fungo simbionte Leucoagaricus gongylophorus dificultam o desenvolvimento de estratégias de controle. Nesse contexto, produtos de origem vegetal representam fontes promissoras de substâncias com potencial inseticida e fungicida. Esta tese teve como objetivo geral avaliar o potencial de produtos de origem vegetal para o controle de formigas-cortadeiras, integrando a síntese das evidências disponíveis e a investigação experimental de atividades inseticida e fungicida. No primeiro capítulo, foi realizada uma revisão sistemática e meta-análises sobre a atividade de fitoquímicos contra formigas-cortadeiras dos gêneros Atta e Acromyrmex e o fungo simbionte L. gongylophorus. Foram incluídos 48 estudos, que apresentaram ampla diversidade de produtos, organismos-alvo e abordagens experimentais. As evidências indicaram atividade inseticida e fungicida dos fitoquímicos, incluindo efeitos letais e subletais sobre as formigas e inibição do crescimento e da biomassa do fungo. Entretanto, observou-se elevada heterogeneidade entre os estudos e limitada disponibilidade de informações quantitativas para alguns parâmetros, especialmente os relacionados à atividade fungicida. No segundo capítulo, foram avaliados os efeitos inseticidas e fungicidas dos óleos essenciais de Salix babylonica, Eugenia uniflora, Melaleuca viminalis, Zingiber officinale e Piper nigrum sobre operárias forrageadoras e jardineiras de Atta sexdens e Acromyrmex subterraneus, além de L. gongylophorus. Os óleos apresentaram diferentes perfis químicos, predominantemente constituídos por mono e sesquiterpenos, e as respostas variaram conforme a espécie, a casta e o óleo avaliado. De modo geral, as jardineiras apresentaram respostas mais evidentes à exposição aos óleos essenciais. O óleo de Z. officinale apresentou atividade fungicida em concentrações elevadas, enquanto o óleo de M. viminalis destacou-se pela maior toxicidade sobre operárias jardineiras, particularmente em comparação às forrageadoras. No terceiro capítulo, foi investigado o potencial inseticida de extratos foliares de Tropaeolum majus sobre operárias forrageadoras e jardineiras de A. sexdens. Entre os oito extratos avaliados, aqueles obtidos com acetato de etila, butanol e metanol apresentaram maior atividade e foram selecionados para os ensaios de concentração–resposta. A redução da concentração foi acompanhada por diminuição da intensidade da atividade inseticida, embora os extratos tenham mantido efeito sobre as operárias nas menores concentrações avaliadas. O fracionamento biomonitorado foi direcionado à amostra de maior atividade, sendo selecionada a fração 7–11 do extrato de butanol para investigação química. Essa fração apresentou aproximadamente 45% de ésteres, com destaque para o palmitato de etila e o linoleato de etila, que também foram identificados em proporções relevantes no biodiesel utilizado em bioensaio complementar, associado a aproximadamente 80% de mortalidade. Em conjunto, os resultados demonstram o potencial de produtos de origem vegetal como fontes de substâncias com atividade sobre formigas-cortadeiras e seu fungo simbionte, além de evidenciarem a importância de considerar a diversidade química dos produtos, as diferenças entre castas e os diferentes componentes envolvidos na manutenção das colônias. Palavras-chave: formigas-cortadeiras; fitoquímicos; produtos de origem vegetal; atividade inseticida; atividade fungicida; Leucoagaricus gongylophorus.Item type:Item, Uso de técnicas de machine learning para geração de séries históricas de vazões na bacia do Rio Doce(Universidade Federal de Viçosa, 2026-03-03) Pinheiro, Anderson de Oliveira; Silva, Demetrius David da; http://lattes.cnpq.br/1431012850740596O conhecimento do regime de vazões é fundamental para o planejamento e a gestão dos recursos hídricos em bacias hidrográficas, porém falhas nas séries fluviométricas podem limitar sua utilização em estudos hidrológicos. Com isso, este trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade dos modelos Random Forest (RF), Extreme Gradient Boosting (XGB), Multilayer Perceptron (MLP) e Long Short-Term Memory (LSTM) de gerar séries diárias de vazão em sete sub-bacias do rio Doce com diferentes características fisiográficas e sob diferentes períodos consecutivos de falha. Foram utilizados dados diários de precipitação e vazão disponibilizados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), considerando como variáveis de entrada a precipitação do dia corrente e dos cinco dias antecedentes, além da vazão do dia antecedente. Foram simulados blocos consecutivos de 10, 30, 60, 90 e 120 dias de falha. Os modelos foram avaliados a partir de duas estratégias de treinamento: sequencial, na qual o treinamento foi atualizado ao longo da série e os valores previamente estimados passaram a compor o processo de preenchimento das falhas; e tradicional, baseada em um único treinamento para posterior aplicação no período de teste. A LSTM foi aplicada apenas pela estratégia sequencial. O desempenho dos modelos foi avaliado com base em métricas estatísticas (RMSE, sMAPE, PBIAS, R² e KGE) e hidrológicas (curva de permanência, vazões de referência e vazões médias mensais), considerando a capacidade de reproduzir adequadamente os diferentes componentes do regime de vazões. Os modelos apresentaram melhor desempenho nos blocos de 10 dias, com redução da capacidade de reconstrução à medida que a duração das falhas aumentou, embora as diferenças entre os períodos tenham se tornado menos evidentes a partir de 60 dias. Os modelos baseados em árvores treinados pela metodologia tradicional apresentaram os melhores resultados, com destaque para o XGB2, seguido pelo RF2, enquanto a LSTM apresentou o melhor desempenho entre os modelos treinados pela metodologia sequencial. De modo geral, observou-se maior dificuldade na representação das condições extremas do regime hidrológico, principalmente dos picos de vazão e das condições mais críticas de baixa vazão. A importância das covariáveis variou entre os modelos, com maior contribuição da vazão do dia anterior e das precipitações ocorridas um e dois dias antes. Apesar das diferenças observadas entre as sub-bacias, os resultados apresentaram uma tendência semelhante em relação ao desempenho dos modelos. A estratégia de treinamento e a extensão das falhas tiveram influência na qualidade da reconstrução das séries, sendo observado um melhor desempenho dos modelos baseados em árvores quando utilizados na abordagem tradicional. Palavras-chave: Regime fluviométrico; Modelos não lineares; Análise comparativaItem type:Item, Caracterização fenotípica de um isolado de Ralstonia syzygii subsp. syzygii obtido de plantas de eucalipto(Universidade Federal de Viçosa, 2026-02-16) Magalhães, Pamela de; Zerbini, Poliane Alfenas; http://lattes.cnpq.br/3617810272221073O eucalipto (Eucalyptus spp.) é a principal espécie florestal cultivada no Brasil, porém sua produção é limitada por doenças vasculares, com destaque para a murcha bacteriana causada por bactérias do Complexo de Espécies Ralstonia solanacearum ou Ralstonia solanacearum Species Complex (RSSC). Recentemente, foi relatada no Brasil a ocorrência de Ralstonia syzygii subsp. syzygii infectando eucalipto, representando o primeiro registro dessa subespécie fora da Ásia e em um novo hospedeiro. Diante desse cenário, este trabalho teve como objetivo comparar atributos fenotípicos associados à adaptação e virulência da cepa brasileira (BR19) com isolados representativos dos filotipos I, II e IV do RSSC, sob condições de temperatura distintas (25 ºC e 28 ºC). A investigação a respeito da diferença de temperatura baseou-se em achados de um estudo piloto, nos quais o isolado BR19 demonstrou agressividade distinta quando submetido a diferentes condições térmicas. Foram avaliados crescimento, formação de biofilme, motilidade, quimiotaxia, gama de hospedeiros, severidade de doença e suscetibilidade a bacteriófagos. Os resultados demonstraram que pequenas variações térmicas impactam significativamente o desempenho fisiológico e infeccioso dos isolados, com respostas dependentes do filotipo. Os isolados do filotipo IV apresentaram maior capacidade de formação de biofilme, motilidade diferenciada e maior severidade da doença, especialmente a 25 °C. O isolado BR19 destacou-se por elevada motilidade e quimiotaxia, ampla gama de hospedeiros e infectividade em eucalipto, além de apresentar menor susceptibilidade aos fagos testados. Em contraste, isolados dos filotipos I e II exibiram maior suscetibilidade aos fagos avaliados e padrões distintos de crescimento e virulência, além de um perfil de agressividade superior a 28 ºC. Em conjunto, os resultados evidenciam a diversidade funcional do RSSC e indicam que a combinação entre filotipo e temperatura influencia diretamente o sucesso da infecção, a adaptação a novos hospedeiros e a resposta a estratégias de controle biológico. Esses achados contribuem para a compreensão dos mecanismos envolvidos na emergência de novas linhagens patogênicas em sistemas florestais. Palavras-chave: murcha bacteriana; R. syzygii; interação planta-patógeno; Complexo de Espécies Ralstonia solanacearumItem type:Item, Como acompanhar um projeto transdisciplinar? contribuições de uma formação de professores para o concurso sobre educação ambiental FrancEcolab Brasil(Glaúks - Revista de Letras e Artes, 2026) Longhi, Simone Maria Dantas; Silva, Emily Caroline da; Lacerda, Arianny Cristina ChavesEste artigo apresenta uma experiência de concepção e realização de oficina de formação destinada a professores participantes do concurso pedagógico, linguístico e ambiental FrancEcolab Brasil, bem como a análise dos produtos dessa oficina. Os dados analisados consistem em um questionário inicial da formação e na transcrição de comentários feitos por uma professora durante as aulas. Baseamos nosso estudo nas contribuições da psicologia histórico-cultural vigotskiana (Vigotski, 1930/2025), do interacionismo sociodiscursivo (Dolz, 2016; Bulea; Bronckart, 2012) e da ergonomia e da clínica da atividade (Clot, 1999; Clot; Faïta et al., 2001). No que toca à pedagogia de projetos, apoiamo-nos em Perrenoud (1999), Reverdy (2013) e na abordagem do design thinking (Gonsales, 2014). Para tratar da Educação Ambiental, ampliamos a discussão com Krenak (2019; 2024) e Loureiro (2009). Os resultados discutem as potencialidades das fichas de acompanhamento de projeto, enquanto mediadoras da atividade docente. Além disso, por meio das verbalizações de uma professora com relação à vivência de um projeto transdisciplinar, observou-se, por um lado, que a motivação é um fator presente na realização do projeto com os alunos, uma vez que ela impulsiona a participação deles nas atividades; e, por outro, que a vivência de um projeto permite o desenvolvimento singular dos estudantes pela apropriação subjetiva de elementos do meio. PALAVRAS-CHAVE: Formação de professores. Educação Ambiental. Transdisciplinaridade. BNCC.
