Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://locus.ufv.br//handle/123456789/1444
Tipo: Tese
Título: pHmetria esofágica e influência da metoclopramida e da ranitidina na prevenção dos episódios de refluxo gastroesofágico em cães anestesiados, submetidos a ovariosalpingohisterectomia eletiva
Título(s) alternativo(s): Esophageal pHmetry and influence of metoclopramide and ranitidine on the prevention of gastroesophageal reflux episodes in anesthetized dogs submitted to elective ovariosalpingohisterectomy
Autor(es): Favarato, Evandro Silva
Primeiro Orientador: Souza, Maria Verônica de
Primeiro coorientador: Costa, Paulo Renato dos Santos
Segundo coorientador: Pompermayer, Luiz Gonzaga
Primeiro avaliador: Conceição, Lissandro Gonçalves
Segundo avaliador: Veado, Júlio César Cambraia
Abstract: A tese foi desenvolvida em dois subprojetos, sendo o primeiro intitulado pHmetria esofágica ambulatorial em cães hígidos com e sem a influência de anestésicos gerais , e o segundo, Influência da metoclopramida e da ranitidina na prevenção de episódios de refluxo gastroesofágico em cães anestesiados . O primeiro subprojeto teve como objetivo determinar o valor do pH esofágico em cães adultos hígidos submetidos a anestesia geral e não anestesiados (conscientes), avaliar o valor do pH esofágico nos cães conscientes em diferentes posições corporais, bem como pesquisar a ocorrência de episódios de refluxo gastroesofágico nessas posições. Para isso foram utilizados 40 cães hígidos, de ambos os sexos, e com peso corporal médio de 14,24±8,1 kg. Em 10 cães conscientes, a pHmetria esofágica foi realizada com o cateter sendo introduzido por via transnasal. Nestes animais, o valor do pH foi registrado a cada minuto por oito horas. Durante esse período foi permitida a livre movimentação do animal, e as mudanças de posicionamento corporal (decúbito lateral, esternal e posição quadrupedal) foram devidamente registradas. A pHmetria também foi realizada em 30 cadelas anestesiadas com acepromazina, propofol e isofluorano e submetidas a ovariosalpingohisterectomia eletiva. Nestes animais, as variações do pH esofágico foram registradas durante todo o procedimento anestésico mediante a passagem do cateter pela orofaringe. Esofagoscopia foi realizada após procedimento cirúrgico, para investigar a presença de conteúdo refluído e assegurar o correto posicionamento do cateter. O segundo subprojeto teve como objetivo avaliar o efeito da metoclopramida e da ranitidina na prevenção dos episódios de refluxo gastroesofágico durante procedimentos anestésicos. Neste caso foram utilizadas 90 cadelas hígidas, com média de idade de 2.9±2.29 anos, submetidas a ovariosalpingohisterectomia eletiva. Os animais foram aleatoriamente divididos em três grupos de 30 animais, e receberam infusão de solução fisiológica (grupo controle), bólus (1 mg/kg) e infusão contínua de metoclopramida (1 mg/kg/h) (grupo metoclopramida) e bólus de ranitidina (2 g/kg), 6 horas antes da anestesia (grupo ranitidina). Da mesma forma que no primeiro subprojeto, a anestesia foi padronizada com acepromazina, propofol e isofluorano e as variações do pH esofágico foram registradas durante todo o procedimento anestésico, com o cateter inserido pela orofaringe. Esofagoscopia também foi realizada depois da cirurgia. O valor médio do pH esofágico foi menor (p<0,01) nos cães anestesiados (7,3±0,82) que nos conscientes (8,2±0,3). Apenas quatro cães anestesiados (13,33%) apresentaram episódios de refluxo e a esofagoscopia identificou todos os refluxos, sendo particularmente importante na constatação do refluxo não ácido. Não foi observado episódio de refluxo nos cães conscientes, não havendo também diferença do pH esofágico entre posicionamentos corporais estudados. Não houve diferença (p>0,05) no número de cães que apresentaram episódios de refluxo gastroesofágico durante a anestesia, entre os grupos testados. Sete cães apresentaram refluxo, sendo quatro no grupo controle, dois no grupo ranitidina e um no grupo metoclopramida. Destes animais, quatro apresentaram refluxo ácido e três apresentaram refluxo não ácido. A esofagoscopia identificou todos os refluxos, sendo particularmente importante na constatação do refluxo não ácido. Anestesia geral em cães, com o protocolo anestésico anteriormente mencionado, ocasiona redução do pH esofágico. A metoclopramida em bólus e infusão contínua, assim como a ranitidina 6 horas antes da anestesia, não apresentam uma importante influência em reduzir a incidência de refluxo gastroesofágico. pHmetria esofágica é eficiente na constatação do refluxo ácido, mas a esofagoscopia, realizada imediatamente após o procedimento cirúrgico, é fundamental para a comprovação do refluxo não ácido. pHmetria esofágica de 8 horas, com passagem do cateter por via transnasal, é de fácil realização, apresentando poucas complicações em cães conscientes. O pH esofágico de cães hígidos, não anestesiados e submetidos a jejum é alcalino e não varia conforme o posicionamento corporal.
This work was divided into two subprojects, with the first being titled Ambulatory esophageal pHmetry in healthy dogs with and without the influence of general anesthetics , and the second, Influence of metoclopramide and ranitidine on prevention of gastroesophageal reflux episodes in anesthetized dogs . The first subproject aimed to determine the esophageal pH value in adult healthy dogs submitted to general anesthetics and unanesthetized (conscious), to evaluate the esophageal pH value in unanesthetized dogs in different body positions, as well as to assess the occurrence of gastroesophageal reflux episodes in these positions. Thus, 40 healthy male and female dogs with mean body weight of 14.24±8.1 kg were used. Esophageal pHmetry was performed in 10 unanesthetized dogs using a cateter by transnasal approach. The pH value in these animals was recorded every minute for 8 hours. During this period, the animals were allowed to move freely and the body positioning changes (lateral and sternal decubitus and quadrupedal position) were duly recorded. Esophageal pHmetry was also carried out in 30 female dogs anesthetized with acepromazine, propofol and isoflurane and submitted to elective ovariosalpingohisterectomy. In these animals, esophageal pH variations were recorded throughout the anesthetic procedure by inserting the cateter through the oropharynx. Esophagoscopy was carried out after the surgical procedure to investigate the presence of refluid content and guarantee the correct positioning of the cateter. The second subproject aimed to evaluate the effect of metoclopramide and ranitidine on the prevention of gastroesophageal reflux episodes during the anesthetic procedures. For this case, 90 healthy female dogs, with mean age of 2.9±2.29, submitted to elective ovariosalpingohisterectomy were used. The animals were randomly divided into three groups of 30 animals, and received infusion of saline solution (control group), bolus (1 mg/kg) and continuous infusion of metoclopramide (1 mg/kg/h) (metoclopramide group) and ranitidine bolus (2 mg/kg), 6 hours before anesthesia (ranitidine group). Similarly to the first subproject, anesthesia was standardized with acepromazine, propofol and isoflurane, and the esophageal pH variations were recorded throughout the anesthetic procedure, with the cateter inserted through the oropharynx. Esophagoscopy was also carried out after surgery. The mean esophageal pH value was lower (p<0.01) in the anesthetized dogs (7.3±0.82) than in the unanesthetized ones (8.2±0.3). Only four anesthetized dogs (13.33%) presented reflux episodes and esophagoscopy identified all the refluxes, being particularly important in confirming non acid reflux. No reflux episode was observed in the unanesthetized dogs, with no esophageal pH difference being observed among the body positions studied. No difference (p>0.05) was found in the number of dogs presenting gastroesophageal reflux episodes during anesthesia among the groups tested. Seven dogs presented reflux, with four from the control group, two from the ranitidine group and one from the metoclopramide group. Of these animals, four presented acid reflux, and three non acid reflux. Esophagoscopy identified all the refluxes, being particularly important in confirming non acid reflux. General anesthesia in dogs, using the earlier mentioned anesthetic protocol, leads to the reduction of esophageal pH. Metoclopramide in bolus and continuous infusion, as well as ranitidine 6 hours before anesthesia did not have an important influence on reducing the incidence of gastroesophageal reflux. Esophageal pHmetry is efficient in confirming ac id reflux, but esophagoscopy performed immediately after the surgical procedure is fundamental to confirm non acid reflux. Eight-hour esophageal pHmetry with transnasal cateter passage is easy to perform, with few complications in unanesthetized dogs. Esophageal pH is alkaline in unanesthetized healthy dogs submitted to fast and does not vary according to body positioning.
Palavras-chave: Cães
Refluxo gastroesofágico
Metoclopramida
Dogs
Gastroesophageal reflux
Metoclopramide
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Biotecnologia, diagnóstico e controle de doenças; Epidemiologia e controle de qualidade de prod. de
Programa: Doutorado em Medicina Veterinária
Citação: FAVARATO, Evandro Silva. Esophageal pHmetry and influence of metoclopramide and ranitidine on the prevention of gastroesophageal reflux episodes in anesthetized dogs submitted to elective ovariosalpingohisterectomy. 2010. 117 f. Tese (Doutorado em Biotecnologia, diagnóstico e controle de doenças; Epidemiologia e controle de qualidade de prod. de) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2010.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1444
Data do documento: 5-Mar-2010
Aparece nas coleções:Medicina Veterinária

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
texto completo.pdf1,77 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.