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Tipo: Tese
Título: Qualidade ambiental e qualidade de vida nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Título(s) alternativo(s): Environmental quality and life quality in the cities of the State of the Rio Grande of the Sul
Autor(es): Rossato, Marivane Vestena
Primeiro Orientador: Lima, João Eustáquio de
Primeiro avaliador: Ilha, Adayr da Silva
Segundo avaliador: Coelho, Alexandre Bragança
Terceiro avaliador: Jacovine, Laércio Antonio Gonçalves
Quarto avaliador: Waquil, Paulo Dabdab
Abstract: O Estado do Rio Grande do Sul aparece nos relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos estados de melhor nível de desenvolvimento humano do país. No entanto, os indicadores de qualidade ambiental revelam níveis muito baixos para o Estado, indicando fraca associação entre qualidade de vida e qualidade ambiental. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi identificar as associações entre qualidade ambiental e qualidade de vida no Estado, no ano 2000, considerando-se ainda as diferenças regionais. Pretendeu-se, também, quantificar o nível de qualidade ambiental, bem como elaborar um Índice de Desenvolvimento Humano-Ambiental que considera a qualidade ambiental na representação do nível de desenvolvimento humano para os municípios gaúchos. Como arcabouço teórico, utilizaram-se os modelos da economia circular e sustentável e das externalidades. O procedimento analítico constou das técnicas estatísticas de análise fatorial e análise de cluster, a partir das variáveis selecionadas nos Censos Demográfico, de População e Agropecuário, da FIBGE; e na Fundação Estatística do Estado do Rio Grande do Sul. Os resultados indicaram que as relações de produção, representadas pela urbanização, mapeiam a oferta dos serviços de saneamento, os quais demonstraram relacionar-se, de forma direta, com as condições de saúde. Sem apresentar vocação industrial, no ano 2000 a maioria dos municípios gaúchos foi detentora de baixos índices de potencial poluidor da indústria, essencialmente os municípios da região da Campanha. No entanto, municípios altamente industrializados como Canoas, Caxias do Sul e Porto Alegre apresentaram altos índices de potencial poluidor da indústria. A poluição por fonte industrial, que acompanha a produção industrial do Estado, apresentou associação negativa com a taxa de mortalidade infantil. Salienta-se que nos municípios mais industrializados a população possuidora de elevado padrão de vida pode usufruir de melhor atendimento à saúde, contudo está habitando um meio potencialmente poluído por fonte industrial. Os resultados da associação entre condições econômicas e habitacionais revelaram que a população detentora de maior padrão de vida estava habitando espaços mais densos. A densidade demográfica demonstrou-se associar, de forma negativa, às taxas de mortalidade infantil. Já a qualidade do solo apresentou-se maior nos municípios com menor desenvolvimento econômico, situação que ficou evidente na região da Campanha, que apresentava problemas de erosão com origem nas formas de produção estabelecidas. O fator representativo da composição florestal indicou que apenas 16,58% do território gaúcho era coberto por florestas, e a associação mantida com as condições de saúde humana apresentou-se negativa. A análise das relações entre condições econômicas e qualidade ambiental, através de uma configuração espacial, indicou que as regiões gaúchas com maior nível de renda estavam apresentando baixa qualidade ambiental, situação oposta ocorria com os municípios detentores de menor nível de renda. O nível de qualidade ambiental dos municípios gaúchos estava 45 pontos porcentual abaixo do máximo (100%). O Índice de Desenvolvimento Humano-Ambiental construído e proposto para indicar o nível de desenvolvimento resultou num índice médio igual a 0,25. Dessa maneira, o estudo permitiu concluir que o nível de qualidade ambiental apresentado pelo Estado se constituiu em um redutor do nível de desenvolvimento humano. Assim, conclui-se que a população gaúcha detentora de maiores níveis de renda estava habitando espaços com baixa qualidade ambiental, com relação aos indicadores considerados. Evidencia-se, então, a importância de se considerar a qualidade ambiental na determinação do desenvolvimento humano. Os resultados atingidos reforçam a necessidade de instituições ligadas ao desenvolvimento econômico e social incluírem a variável ambiental em seus modelos de desenvolvimento, visando a um desenvolvimento sustentável.
United Nations (UN) Reports present Rio Grande do Sul as being one of the states with higher level of human development in the country. However, indicators of environmental quality show very low levels for the state, indicating a weak association between life quality and environmental quality. The objective of this study was, therefore, to identify the associations between environmental quality and life quality in the state, in the year 2000, considering their regional differences. It was also part of this work to quantify the level of environmental quality, as well as to draw up a Human-Environmental Development Index that takes into consideration the environmental quality in the representation of the human development level for the cities in the state. The circular and sustainable economy model and the externality model were used as theoretical framework. The analytical procedure consisted of the factorial and cluster analysis, using the variables selected from the FIBGE Agricultural and Demographic Censuses; and from the Statistics Foundation of the State of Rio Grande do Sul. The results indicated that the production relationships, represented by urbanization, map the sewage services, which were shown to be directly linked to health conditions. In the year 2000, most cities of the state, without showing industrial vocation, had low pollutant potential indexes, mainly the cities in the Campanha region. The highly industrialized cities such as Canoas, Caxias do Sul and Porto Alegre presented, however, high pollutant potential indexes. The pollution from industrial sources, which follows the industrial production of the State, was negatively associated with child mortality rate. It is pointed out that in the industrialized cities the population with high life standard cannot benefit from better health services, nevertheless, it inhabits an environment potentially polluted by industrial sources. The results from the association between economic and housing conditions showed that the population with higher life standard inhabited more crowded spaces. Demographic density was shown to be negatively associated with child mortality rates. The soil quality, however, was better in cities with less economic development, which was evident in the Campanha region, with erosion problems originated from the established production models. The representative factor forest composition indicated that only 16.58% of the state territory was covered by forests, and its association with human health conditions was negative. The analysis of the relationship between economic conditions and environmental quality, through a spatial configuration, indicated that the regions with higher income level had low environmental quality, which was opposed to what happened in the cities with lower income level. The level of environmental quality of the cities was 45 percentage points below the maximum (100%). The Human-Environmental Development Index proposed and built to indicate development level resulted in a mean index of 0.25. Thus, this study allowed the conclusion that the level of environmental quality of the state worked as a reducer of the human development level. It is, therefore, concluded that the population with higher income levels inhabited spaces with low environmental quality, considering the indicators used in this study. It is confirmed, then, the importance of considering the environmental quality in the determination of human development. These results reinforce the need for institutions linked to the economic and social development to include the environmental variable in their development models, seeking sustainable development.
Palavras-chave: Qualidade ambiental
Qualidade de vida
Análise fatorial
Padrões espaciais
Environmental quality
Life quality
Factor analysis
Spatial patterns
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIAS AGRARIA E DOS RECURSOS NATURAIS::ECONOMIA DOS RECURSOS NATURAIS
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Economia e Gerenciamento do Agronegócio; Economia das Relações Internacionais; Economia dos Recursos
Programa: Doutorado em Economia Aplicada
Citação: ROSSATO, Marivane Vestena. Environmental quality and life quality in the cities of the State of the Rio Grande of the Sul. 2006. 169 f. Tese (Doutorado em Economia e Gerenciamento do Agronegócio; Economia das Relações Internacionais; Economia dos Recursos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2006.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/154
Data do documento: 19-Dez-2006
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