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Tipo: Tese
Título: Níveis de lisina digestível e relações treonina:lisina digestíveis em rações para suínos mantidos em diferentes ambientes térmicos
Título(s) alternativo(s): Digestible lysine levels and treonine:lysine relations in diets for pigs kept in different thermal environments
Autor(es): Lima, Anderson Lazarini
Primeiro Orientador: Donzele, Rita Flávia Miranda de Oliveira
Primeiro coorientador: Donzele, Juarez Lopes
Segundo coorientador: Silva, Francisco Carlos de Oliveira
Primeiro avaliador: Kill, João Luis
Segundo avaliador: Haese, Douglas
Abstract: Este estudo foi conduzido para avaliar níveis de lisina digestível e relações treonina:lisina digestíveis para suínos em fase de crescimento, dos 15 aos 30 kg, mantidos em diferentes ambientes térmicos (22, 31 e 35 oC). Foram utilizados 420 animais, sendo 70 em cada experimento. Nos seis experimentos realizados, os animais foram distribuídos em delineamento experimental de blocos ao acaso, com cinco níveis de lisina digestível (0,945; 1,045; 1,145; 1,245 e 1,345%) ou cinco relações treonina:lisina digestível (0,53; 0,58; 0,63; 0,68; 0,73%) com sete repetições e dois animais por unidade experimental. As rações experimentais e a água foram fornecidas à vontade. Foram registradas as temperaturas e umidade relativa no interior dos galpões nos seis experimentos, que caracterizaram ambiente de conforto (22 oC) e calor (31 e 35 oC) de acordo com a proposta inicial de cada avaliação. O nível de lisina influenciou de forma linear crescente o ganho de peso diário dos animais em todos os ambientes térmicos estudados. Entretanto, nos animais mantidos a 35 e 31 oC o ganho de peso diário foi 27,26 e 7,09% menor, respectivamente, quando comparado com aqueles criados a 22 oC. O consumo diário de ração, independentemente da temperatura em que os animais foram mantidos, não foi influenciado pelos níveis de lisina digestível das rações; os valores obtidos com os animais mantidos a 35 e a 31 oC foram, em média, 19,07 e 5,46%, respectivamente, menores que os observados nos mantidos a 22oC. O consumo diário de lisina dos animais mantidos a 22, 31 e 35 oC aumentou linearmente de acordo com os níveis de lisina da ração. O consumo diário de lisina dos animais mantidos no ambiente de 22 oC foi, em média, 18,51% maior que o daqueles mantidos a 35 oC e 4,44% dos a 31 oC. Também, a conversão alimentar piorou de forma linear nos três experimentos realizados para avaliar níveis de lisina digestível. Apresentando os animais criados a 35 oC conversão alimentar 12,16% e os a 31 oC 8,99% pior que aqueles mantidos na termoneutralidade. Em todos os experimentos (níveis de lisina digestível), os níveis de lisina influenciaram a eficiência de utilização de lisina (EULG) para ganho de peso, que reduziu de forma linear, com piora de 10,80% no ambiente com temperatura mais elevada (35 oC). A deposição de gordura foi influenciada pelo nível de lisina da ração, de forma diferente de acordo com o ambiente avaliado. A 22 oC a deposição de gordura diminuiu linearmente, enquanto que a 31 oC diminuiu de forma quadrática até o nível estimado de 1,077%, e a 35 oC aumentou, também, de forma quadrática até o nível estimado de 1,173%. Os animais mantidos a 31 oC tiveram a maior deposição de gordura, 23,64% maior comparada a menor, observada nessa pesquisa. O nível de lisina digestível da ração influenciou a deposição de proteína (DP) na carcaça dos animais mantidos no ambiente com temperatura de 22 oC, que aumentou de forma quadrática até o nível estimado de 1,329%. Entretanto, nos ambientes com temperatura de 31 e 35 oC, a DP aumentou linearmente com os níveis de lisina da ração. A DP foi 26,50 e 24,08% maiores, respectivamente, a 22 e 31 oC do que a dos animais criados a 35 oC. Os animais mantidos a 35oC apresentaram, em média, aumento de 148% e os a 31 oC 44% na frequência respiratória em comparação aos mantidos no ambiente a 22oC. O estresse por calor também promoveu redução no peso da carcaça e vísceras dos animais mantidos a 31 e 35 oC. Em ambiente de 22 oC, o nível de 1,329% de lisina digestível na ração, que corresponde a um consumo diário de 15,8 g, proporciona maior deposição de proteína na carcaça de suínos em crescimento, e em ambientes de 31 e 35 ºC, o nível de 1,345% de lisina digestível na ração, que corresponde a consumo diário de 8,9 e 7,0 g, respectivamente, atende ao ganho de peso diário e a deposição de proteína na carcaça de suínos em crescimento. Levando-se em consideração os experimentos realizados para avaliar as relações treonina:lisina digestíveis verificou-se que a mesma influenciou de forma quadrática a conversão alimentar dos animais mantidos no ambiente de 23 oC melhorando até a relação estimada de 66,0%. Nenhuma outra variável de desempenho ou as deposições de gordura e proteína foram influenciadas pela relação treonina:lisina digestíveis das rações. No ambiente de 31 oC o consumo de ração dos animais aumentou de forma linear de acordo com a relação treonina:lisina digestíveis, e da mesma forma que a 21 oC foi a única variável influenciada pelos tratamentos. As relações treonina:lisina digestíveis não tiveram efeito sobre o desempenho ou deposições de gordura e proteína dos animais mantidos em ambiente de 35 oC. Avaliando-se o efeito do ambiente térmico nas variáveis de desempenho, deposições de gordura e proteína, verificou-se que em sua maioria os animais mantidos na termoneutralidade apresentaram melhores resultados para essas variáveis comparados aos desafiados por calor. Da mesma forma, verificou-se que os suínos mantidos em alta temperatura tiveram maiores temperaturas retal e frequências respiratória e consequente redução no peso das vísceras. Em suínos dos 15 aos 30 kg mantidos em ambiente a 22 oC, a relação estimada de 66,0% de treonina:lisina digestíveis na ração proporciona melhor conversão alimentar, enquanto que, em ambiente com temperatura de 31 e 35 oC, a relação 53,0% de treonina:lisina digestíveis na ração promove os melhores resultados de desempenho e deposições de proteína e gordura na carcaça.
This study was conducted to evaluate levels of digestible lysine and digestible threonine:lysine relations in diets for growing pigs from 15 to 30 kg, kept in different thermal environments (22, 31 and 35 oC). Were used 420 animals, 70 in each experiment. In six experiments the animals were distributed in randomized complete blocks design, with five levels of digestible lysine (0.945, 1.045, 1.145, 1.245 and 1.345%) or five relations of digestible threonine:lysine (0.53; 0.58; 0.63; 0.68; 0.73%), seven replicates and two animals per experimental unit. Diets and water were provided ad libitum. Were registered the temperatures and relative humidity inside the rooms in the six experiments, in order to characterize the thermal environment (22, 31 and 35 °C). The level of lysine influenced linearly, increasing the average daily gain (ADG) of animals in all thermal environments studied. However, in animals kept at 35 and 31 °C ADG was 27.26 and 7.09% lower, respectively, when compared with those created at 22 oC. The daily feed intake (DFI), regardless of the temperature at which the animals were kept, was not influenced by lysine levels of the diets, the values obtained with the animals kept at 35 and 31 °C were on average 19.07 and 5.46% lower than that observed at 22 oC. The daily intake of lysine (DIL) of the animals kept at 22, 31 and 35 °C increased linearly with the levels of lysine in diet. The daily intake of lysine of animals maintained under 22 °C was on average 18.51% higher than those kept 35 °C and 4.44% of the 31 oC. Also, the feed conversion (FC) linearly decreased in the three experiments. Featuring animals kept at 35 °C 12.16% FC to 31 °C and 8.99% worse than those kept in thermoneutrality. In all experiments, lysine levels influenced the efficiency of lysine utilization (ELU) for weight gain, which decreased linearly with worsening of 10.80% in the environment with higher temperature (35 oC). The fat deposition (FD) was influenced by the level of lysine in a different way according to the thermal environment studied. At 22 oC FD decreased linearly, while the 31 °C decreased quadratically up to the level of 1.077% and 35 °C also increased quadratically to the estimated level of 1.173%. The animals kept at 31 °C had the highest FD, 23.64% higher compared to smaller, observed in this study. The level of dietary lysine influenced the protein deposition (PD) in the carcass of animals kept at 22 °C, which increased quadratically to the estimated level of 1.329%. However, at 31 and 35 °C, the PD increased linearly with the levels of lysine. The PD was 26.50 and 24.08% higher, respectively, the 22 and 31 °C than that of animals reared at 35 oC. The animals kept at 35 °C showed an average increase of 148% and 44% to 31 oC in respiratory rate compared to the environment kept at 22 oC. The heat stress also decreased the weight of the carcass and viscera of animals kept at 31 and 35 oC. In an environment of 22 °C, the level of 1.329% of digestible lysine, corresponding to a daily intake of 15.8 g, provides greater protein deposition in the carcass of growing pigs, and in environments of 31 and 35 ºC, the level of 1.345% of digestible lysine, corresponding to a daily intake of 8.9 and 7.0 g, respectively, attended the daily weight gain and protein deposition in the carcass of growing pigs. Considering the experiments done to evaluated the effect of digestible threonine:lysine relations was observed a quadratic effect on a feed conversion of animals maintained under 23 °C improving until the calculated ratio of 0.66%. No other performance variable or the deposition of fat and protein were influenced by digestible threonine:lysine relation in the diet. At 31 °C the feed intake of animals linearly increased according to digestible threonine:lysine relation, and similarly at 21 °C was the only variable affected by treatments. The digestible threonine:lysine relation had no effect on performance neither protein and fat deposition in animals kept at 35 °C environment. Evaluating the effect of thermal environment in the performance variables, fat and protein deposition was found that in most of them the animals kept at thermoneutrality showed better results compared to those challenged by heat. Likewise, it was found that the pigs were maintained in high-temperature larger rectal temperatures and respiratory rate and consequent reduction in weight of viscera. In pigs from 15 to 30 kg maintained at a temperature of 22 °C, the calculated ratio of 0.66% threonine:lysine relation provides better feed conversion, while at ambient temperature of 31 oC and 35 oC, the relation 0.53% of threonine:lysine relation permit the best performance results and deposition of protein and fat.
Palavras-chave: Suínos
Desempenho
Estresse por calor
Termoneutralidade
Exigência
Nutrição
Pigs
Performance
Heat stress
thermoneutrality
Requirement
Nutrition
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ZOOTECNIA::PRODUCAO ANIMAL
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul
Programa: Doutorado em Zootecnia
Citação: LIMA, Anderson Lazarini. Digestible lysine levels and treonine:lysine relations in diets for pigs kept in different thermal environments. 2012. 63 f. Tese (Doutorado em Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2012.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1815
Data do documento: 31-Jul-2012
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