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Tipo: Tese
Título: Características morfofisiológicas e acúmulo de forragem em capim-mombaça submetido a regimes de desfolhação
Título(s) alternativo(s): Morphophysiological characteristics and herbage accumulation in mombaça grass subjected to defoliation regimes
Autor(es): Lopes, Bruna Adese
Primeiro Orientador: Nascimento Júnior, Domicio do
Primeiro coorientador: Euclides, Valéria Pacheco Batista
Segundo coorientador: Silva, Sila Carneiro da
Primeiro avaliador: Sbrissia, André Fischer
Segundo avaliador: Fonseca, Dilermando Miranda da
Abstract: Sistemas de pastejo que respeitem a velocidade de recuperação das plantas forrageiras após desfolhações podem maximizar o acúmulo de forragem, mantendo o controle consciente sobre a estrutura do dossel forrageiro. Nesse contexto, objetivou-se avaliar os padrões de resposta do capim Panicum maximum cv. Mombaça à desfolhação, em dois experimentos, utilizando mensurações das características morfogênicas e estruturais, dinâmica do perfilhamento, acúmulo de forragem e composição morfológica da forragem produzida. O primeiro experimento foi conduzido na Universidade Federal de Viçosa, Viçosa-MG, de outubro de 2003 a maio de 2004, e seguiu o delineamento de blocos completos casualizados, com três repetições. Os tratamentos corresponderam a combinações entre duas alturas de corte (25 e 50 cm) e três freqüências de corte (tempo necessário para o aparecimento de duas, três e quatro folhas por perfilho), e foram alocados nas unidades experimentais de acordo com um arranjo fatorial 2 x 3. Em função dos diferentes intervalos entre cortes sucessivos, como resultado dos tratamentos planejados, cada unidade experimental foi subdividida em quatro, três e duas subparcelas, para as freqüências de corte de duas, três e quatro folhas surgidas por perfilho, respectivamente. Pelas mensurações foram estimadas as alturas pré-desfolhação e o acúmulo de forragem a cada corte; as características morfogênicas e estruturais, duas vezes por semana; e a demografia do perfilhamento, a cada 30 dias. O segundo experimento foi conduzido na Embrapa Gado de Corte, Campo Grande-MS, no período de outubro de 2004 a maio de 2005, e seguiu o delineamento de blocos completos casualizados, com três repetições. Os tratamentos corresponderam a três intensidades de pastejo, caracterizadas por meio de alturas de resíduo pós-pastejo (30 e 50 cm ao longo do período experimental e 50 cm na primavera e no verão, sendo reduzida para 30 cm após dois pastejos sucessivos durante o outono), e associadas a uma condição pré-pastejo de 95% de interceptação luminosa pelo dossel forrageiro, durante a rebrotação. Pelas mensurações puderam ser estimados as alturas e as massas pré e pós-pastejo, o acúmulo de forragem, as características morfogênicas e estruturais e a demografia do perfilhamento. No primeiro experimento, as alturas aumentaram com a redução da freqüência (79, 90 e 124 cm, para duas, três e quatro folhas por perfilho, respectivamente) e a intensidade de desfolhação (80 e 103 cm, para 25 e 50 cm de altura de corte, respectivamente), tendo sido observados períodos de rebrotação semelhantes entre as intensidades (41,8 e 39,9 dias, para 25 e 50 cm de altura de corte, respectivamente). A taxa de alongamento de colmos (0,326 e 0,711 cm/perfilho.dia) e senescência foliar (0,701 e 1,309 cm/perfilho.dia), a duração de vida (74,2 e 90,4 dias), o comprimento final das folhas (25,4 e 31,8 cm), o número de folhas vivas (5,6 e 6,5) e o peso dos perfilhos (2,27 e 4,89 g/perfilho) foram maiores na altura de corte de 50 cm, em comparação com 25 cm, também apresentando menor renovação de perfilhos. A freqüência de desfolhação só modificou as taxas de alongamento do colmo e de senescência foliar e o peso dos perfilhos, sendo menor para duas do que para três e quatro folhas por perfilho. As menores freqüências de desfolhação não controlaram o alongamento e o acúmulo de colmos (0,05, 0,10 e 0,16 kg/m2, para duas, três e quatro folhas por perfilho, respectivamente), favorecendo o desenvolvimento reprodutivo dos perfilhos, com conseqüente redução na relação lâmina -colmo (8,50, 6,78 e 2,79 para duas, três e quatro folhas por perfilho, respectivamente). O acúmulo de massa seca total, lâminas foliares, colmos e material morto aumentou em diferentes proporções com a redução na freqüência de desfolhação. As intensidades de desfolhação, por sua vez, não alteraram a composição morfológica da forragem acumulada (69,4, 29,8 e 9,8% de lâminas foliares, colmos e material morto, respectivamente) e o acúmulo de lâminas foliares, colmos e material morto, mas afetaram o acúmulo de massa seca total (0,47 e 0,56 kg/m2 para 25 e 50 cm de altura de corte, respectivamente). As condições climáticas durante o período experimental influenciaram o fluxo de tecidos (características morfogênicas e estruturais e dinâmica do perfilhamento), o que evidencia a importância de se levar em conta a velocidade de recuperação das plantas após uma desfolhação durante as diferentes estações do ano. Maiores intensidades de desfolhação resultam em aumento no fluxo de folhas e perfilhos, porém a freqüência de desfolhação é mais efetiva no controle do acúmulo e desenvolvimento de colmos. No segundo experimento, a intensidade de pastejo não modificou as características morfogênicas e estruturais, exceto o comprimento final das folhas. Todavia, a redução do resíduo pós-pastejo resultou em melhor renovação na população de perfilhos, favorecendo um perfil mais jovem na população de perfilhos mais leves; reduziu a velocidade de alongamento de colmos e da senescência; e aumentou o intervalo entre pastejos sucessivos (55, 41 e 41 dias para 30, 50 e 50-30 cm de resíduo pós-pastejo, respectivamente). A densidade populacional de perfilhos foi semelhante nas intensidades de pastejo (580, 569 e 568 perfilhos/m2 para 30, 50 e 50-30 cm, respectivamente), mas aumentou ao longo do período experimental. O acúmulo de forragem foi de 2.020, 1.950 e 1.800 kg/ha, por ciclo de pastejo, nas intensidades de 30, 50 e 50-30 cm, respectivamente, mas a intensidade de 30 cm apresentou um ciclo de pastejo a menos do que as intensidades de 50 ou 50-30 cm (3,7, 4,7 e 4,7 ciclos de pastejo durante o período experimental, para 50, 30 e 50-30 cm, respectivamente). A altura pré-pastejo foi de 70 cm para o resíduo de 30 cm e de 72 cm para os resíduos de 50 e 50-30 cm, e variou nos ciclos de pastejo, reduzindo de 90,5 para 60,4 cm do primeiro ao último ciclo de pastejo. Durante o período experimental, modificações comuns às intensidades de pastejo apresentaram relevância para redução da altura correspondente à interceptação luminosa de 95%. Essas modificações ocorreram no sentido de homogeneizar a estrutura dos pastos, que variava amplamente devido à falta de controle sobre a estrutura durante longo período em uso precedente ao experimento. De modo geral, a proporção de espaços vazios no solo diminuiu de 30 para 10%, a densidade populacional de perfilhos (perfilhos/m2) e o número de perfilhos/touceira aumentou 100%, e a densidade volumétrica da forragem pré-pastejo aumentou de 43,4 para 74%, indicando que essas plantas precisaram de tempo para se adaptarem ao manejo do pastejo imposto durante o período experimental. As plantas priorizaram essas modificações estruturais em relação a mudanças morfogênicas comumente observadas em pastos com estrutura controlada por longos períodos de tempo e, ou, em pastos recém-formados. Exemplo de que este fato ocorreu é a ausência de diferença entre tratamentos (intensidades de pastejo) nas características morfogênicas e estruturais durante o segundo experimento, enquanto no primeiro experimento o fator intensidade de desfolhação afetou significativamente a maioria das variáveis estudadas.
Grazing systems that take into account the rhythm of regrowth of forage plants after defoliations can optimise herbage accumulation and ensure the control of sward structure. In these context, the objective was to evaluate patterns of response of Panicum maximum cv. Mombaça to defoliation in two experiments using measurements of sward morphogenetic and structural characteristics, tiller dynamics, herbage accumulation and morphological composition of herbage produced. The fist experiment was carried out at Federal University of Viçosa, Viçosa, MG, from October 2003 to May 2004, and followed a complete randomised block design with three replications. Treatments corresponded to combinations of two cutting heights (25 and 50 cm) and three cutting frequencies (time necessary to allow for the appearance of two, three and four leaves per tiller), and were allocated to experimental units according to a 2 x 3 factorial arrangement. Because of the different intervals between successive cuts, a result the way treatments were planned, each experimental unit was subdivided into four, three and two sub-plots for the cutting frequencies of two, three and four leaves per tiller, respectively. Measurements comprised estimates of sward height just before cutting and herbage accumulation during every regrowth, morphogenetic and structural characteristics twice a week and tiller demography every 30 days. The second experiment was carried out at Embrapa Gado de Corte, Campo Grande, MS, from October 2004 to May 2005, and followed a complete randomised block design with three replications. Treatments corresponded to three grazing intensities, characterised by sward height post-grazing (30 and 50 cm throughout the experimental period and 50 cm during spring and summer being reduced to 30 cm over two successive grazings during autumn), and associated with a pre-grazing condition of 95% canopy light interception during regrowth. Measurements comprised estimates of sward height and herbage mass pre- and post-grazing, herbage accumulation, morphogenetic and structural characteristics and tiller demography. In Experiment 1, sward height increased with the decrease in frequency (79, 90 and 124 cm for two, three and four leaves per tiller, respectively) and intensity of defoliation (80 and 103 cm for 25 and 50 cm cutting height, respectively), and there was no difference in regrowth interval between defoliation intensities (41.8 and 39.9 for the 25 and 50 cm cutting heights, respectively). Rates of stem elongation (0.326 and 0.711 cm/tiller.day) and leaf senescence (0.701 and 1.309 cm/tiller.day), leaf lifespan (74.2 and 90.4 days), final leaf length (25.4 and 31.8 cm), number of live leaves per tiller (5.6 and 6.5) and tiller weight (2.27 and 4.89 g/tiller) were larger for the 50 cm than the 25 cm cutting height, also showed a lower turnover in tiller population. Cutting frequency affected only rates of stem elongation and leaf senescence and tiller weight, with lower values recorded for the two than three and four leaves per tiller. The lower defoliation frequencies did not control stem elongation and stem accumulation (0.05, 0.10 and 0.16 kg/m2 for two, three and four leaves per tiller, respectively), favouring the reproductive development of tillers with consequent reduction in leaf-to-stem ratio (8.50, 6.78 and 2.79 for two, three and four leaves per tiller, respectively). The accumulation of total dry matter, leaf lamina, stem and dead material increased in different proportions with the decrease in defoliation frequency. On the other hand, defoliation intensity did not affect the morphological composition of the herbage produced (69.4, 29,8 and 9.8% of leaf, stem and dead material, respectively) and the accumulation of leaf, stem and dead material, but affected total dry matter accumulation (0.47 and 0.56 kg/m2 for the 25 and 50 cm cutting height, respectively). Climatic conditions during the experimental period affected tissue flows in the swards (morphogenetic and structural characteristics and tiller dynamics) suggesting the importance of taking into account how fast plants recover from defoliation during different seasons of the year. More severe defoliations resulted in increased turnover of leaves and tillers, but defoliation frequency was more effective in controlling stem accumulation and development. In Experiment 2, grazing intensity did not affect any of the morphogenetic and structural sward characteristics, except final leaf length. However, lower post-grazing residues resulted in greater turnover in tiller population, favouring a younger profile of a population of lighter tillers, reduced the rates of stem elongation and senescence, and increased the interval between successive grazings (55, 41 and 41 days for the 30, 50 and 50-30 cm post-grazing residue, respectively). Tiller population density did not vary with post-grazing residue (580, 569 and 568 tillers/m2 for the 30, 50 and 50-30 cm, respectively), but increased throughout the experimental period. Average herbage accumulation was 2020, 1950 and 1800 kg/ha per grazing cycle for the 30, 50 and 50-30 cm, respectively, but grazing to 30 cm resulted in one less grazing cycle than grazing to 50 or 50-30 cm (3.7, 4.7 and 4.7 grazing cycles during the experimental period for the 30, 50 and 50-30 cm, respectively). Pre-grazing height was 70 cm for the 30 cm residue and 72 cm for the 50 and 50-30 cm residues, and varied with grazing cycles, being reduced from 90.5 during the first cycle to 60.4 cm during the last cycle. Throughout the experiment swards followed a common pattern of variation in structure that resulted in the reduction of the sward height at which the target of 95% of the incident light was reached during regrowth. These modifications allowed swards to recover and become more homogeneous, since their structure was highly variable because of mismanagement during a long period of time before the commencement of the experiment. In general, the proportion of bare ground was reduced from 30 to 10%, tiller population density (tillers/m2) and number of tillers/tussock increased 100%, and herbage bulk density pre-grazing increased (43.4 to 74%), indicating that plants needed time and were still adapting to grazing managements imposed during the experimental period. Plants tended to prioritize these structural modifications in relation to the morphogenetic changes commonly perceived in swards under control during longer periods of time and, or, recently established. Example of this was the absence of difference between treatments (grazing intensities) in sward morphogenetic and structural characteristics during Experiment 2, since in Experiment 1 defoliation intensity affected significantly most of the variables studied.
Palavras-chave: Panicum maximum
Morfogênese
Interceptação luminosa
Panicum maximum
Morphogenetics
Incident light
Defoliation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ZOOTECNIA::PASTAGEM E FORRAGICULTURA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul
Programa: Doutorado em Zootecnia
Citação: LOPES, Bruna Adese. Morphophysiological characteristics and herbage accumulation in mombaça grass subjected to defoliation regimes. 2006. 221 f. Tese (Doutorado em Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2006.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1894
Data do documento: 3-Mai-2006
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