Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://locus.ufv.br//handle/123456789/1901
Tipo: Tese
Título: Utilização da soja em diferentes formas na alimentação de vacas leiteiras
Título(s) alternativo(s): Use of different forms of soybeans in dairy cows feeding
Autor(es): Corrêa, ângela Maria de Vasconcelos
Primeiro Orientador: Leão, Maria Ignez
Primeiro coorientador: Valadares Filho, Sebastião de Campos
Segundo coorientador: Lana, Rogério de Paula
Primeiro avaliador: Valadares, Rilene Ferreira Diniz
Segundo avaliador: Rennó, Luciana Navajas
Abstract: A pesquisa foi conduzida para avaliar a degradação ruminal in situ e a digestibilidade intestinal dos grãos de soja crus e tostados e o efeito de dietas contendo soja em diferentes formas sobre o consumo, a digestibilidade dos nutrientes, a produção e a composição do leite, a variação do pH e a concentração do N- NH3 ruminal, a excreção de uréia na urina, as concentrações de compostos nitrogenados uréicos no leite e no plasma, o balanço de compostos nitrogenados, a produção microbiana e a influência do ambiente térmico sobre as variáveis fisiológicas e produtivas. Para os experimentos II, III e IV foram usadas 12 vacas da raça Holandesa, puras e mestiças, agrupadas de acordo com a produção de leite e dias de lactação e distribuídas em três quadrados latinos simultâneos 4x4, alimentadas com as seguintes dietas isoprotéicas: farelo de soja exclusivo (FS-dieta controle), soja crua (SC), soja tostada (ST) e farelo de soja mais 5% de uréia (FSU) sendo a dieta total constituída de 50% de volumoso. Cada período experimental teve duração de 21 dias sendo que os primeiros 14 dias foram destinados à adaptação dos animais à dieta e os restantes à coleta de dados. No experimento I, a cinética da degradação ruminal in situ da matéria seca (MS) e proteína bruta (PB) foi avaliada utilizando sacos de náilon, incubados nos tempos 2, 4, 8, 16, 24 e 48 horas e a digestibilidade intestinal da proteína bruta não degradada no rúmen pelo método das três etapas. Foram usados seis tratamentos (soja crua-T1; soja tostada a 125 oC durante três minutos sem e com steeping-T2 e T3; tostada a 145 oC durante um minuto com steeping-T4; tostada a 115 oC durante quatro minutos com steeping-T5 e a 110 oC durante cinco minutos sem steeping-T6). Verificou-se que a soja tostada, independente da temperatura e procedimento de tostagem (com e sem steeping), apresentou os menores valores médios de degradabilidade efetiva (DE) da MS e PB que a dieta controle. O tratamento quatro (T4) foi o menos degradado, com 61,33% de degradabilidade efetiva da MS e 52,23% da PB. A digestibilidade intestinal dos grãos crus foi superior e apresentou efeito significativo (P<0,05) quando comparados aos grãos tostados, exceto para a soja tostada a 115 oC durante quatro minutos com steeping. O tratamento (T4) apresentou a menor degradação protéica de 67,72%, o que correspondeu a 52,33% a mais de PNDR quando comparado à dieta controle. Os grãos de soja tostados a 145oC durante 1 minuto potencializado pelo processo de steeping contribuiu para menor degradabilidade ruminal da proteína bruta e maior escape da PNDRD. No experimento II, o efeito da soja em diferentes formas foi avaliado sobre os consumos e as digestibilidades da MS, MO, EE, PB, FDN, CNF, o consumo de NDT, a produção e composição do leite e sua viabilidade econômica. Verificou-se que os consumos de MS, FDN e CNF não diferiram (P>0,05) nas dietas. O consumo de PB foi influenciado (P<0,05) pelas dietas e as maiores médias (P<0,05) de EE foram verificadas nos tratamentos com SC e ST e os consumos de NDT foram menores (P<0,05) para a soja crua e tostada. Os coeficientes de digestibilidade da MS, MO, PB, EE e FDN não foram afetados pelas dietas (P>0,05). A digestibilidade dos CNF foi menor (P<0,05) para a dieta contendo soja tostada e o valor de NDT diminuiu (P<0,05) nos tratamentos com soja crua e tostada. A produção total de leite (PTL) e corrigida para 3,5% de gordura (LCG), sua eficiência e leite por quilograma de matéria seca (LKGMS) e/ou proteína bruta (LKGPB) não foram influenciados (P>0,05). As dietas testadas podem ser usadas para vacas de alta produção juntamente com 50% de silagem de milho na MS em substituição ao farelo de soja. No experimento III, avaliou-se o efeito da soja em diferentes formas sobre a variação do pH e a amônia ruminal, a excreção de uréia na urina (EUU), a concentração de nitrogênio uréico no leite (NUL) e no plasma (NUP), o balanço de compostos nitrogenados (BN) e a síntese e eficiência microbiana. Houve efeito (P<0,05) das dietas sobre o volume urinário (VU) e a excreção de uréia na urina (EUU). O menor VU (P<0,05) foi observado com a dieta FSU. A EUU foi semelhante entre as dietas contendo SC e ST e diferiu (P<0,05) do FS e FSU. As concentrações do NUP não diferiram (P>0,05) entre as dietas, porém a secreção do NUL foi significativa (P<0,05) e no tratamento com grãos de soja crus obteve-se a maior média. O balanço de compostos nitrogenados (BN) não foi afetado (P>0,05) e também não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) na excreção total de derivados de purinas (PT) e, na síntese e eficiência microbiana ruminal, expressa em g de PB/kg de NDT consumido. Concluiu-se que as dietas usadas não afetaram o balanço de nitrogênio nem a produção microbiana, porém a inclusão de grãos de soja crus aumentou os teores de nitrogênio do leite. No experimento IV, avaliou-se o efeito do ambiente térmico sobre as variáveis fisiológicas: freqüência respiratória (FR), cardíaca (FC), temperatura retal (TR), taxa de sudação (TS) e variáveis produtivas: consumo de matéria seca (CMS), produção total de leite (PTL), proteína (P%) e gordura (G%). Foram verificadas diferenças significativas (P<0,05) para todas as variáveis fisiológicas, exceto para a TS. Quando se analisou o consumo de MS, observou-se o menor valor (P<0,05) no período 1 (P1) e a produção total de leite (PTL) e o percentual de gordura (G%) não foram influenciados (P>0,05). O teor de proteína foi menor (P<0,05) para o P1. Não houve efeito entre as dietas e as variáveis fisiológicas, porém a FR e FC diferiram (P<0,05) nos horários de coletas. Concluiu-se que as variáveis fisiológicas não foram alteradas pelas dietas. Contudo, foram afetadas pelo ambiente térmico, resultando em redução do consumo de MS na época mais quente, porém não houve alteração na produção de leite. O teor de proteína foi influenciado pelos períodos experimentais.
The research was carried out to evaluate the in situ ruminal degradation and the intestinal digestibility of raw and roasted soybeans and the effect of diets containing different forms of soybeans on the consumption, nutrient digestibility, production and milk composition, variation in pH and ruminal N-NH3 concentration, urea excretion in urine, concentrations of ureic nitrogen compounds in milk and plasma, nitrogen compound balance, microbial production and thermal environment effect on physiological and productive variables. Twelve pure and crossbred Holstein cows were used in the experiments II, III and IV. The cows were grouped according to milk production and lactation days, used in three simultaneous 4x4 Latin squares and fed the following isoproteic diets: only soybean meal (SM- control diet), raw soybean (RS), roasted soybean (RTS) and soybean meal plus 5% urea (SMU), and total diet consisting of 50% of roughage. The experimental periods were 21 days, the first 14 days for adaptation to the diet and the last 7 for data collection. Experiment I, using the in situ nylon bag technique, evaluated the ruminal degradation kinetics of dry matter (DM) and crude protein (CP) at 2, 4, 8, 16, 24 and 48 hours and the intestinal digestibility of crude protein that is not degraded in the rumen by the three-step method. The following six treatments were applied: raw soybeans - T1; soybeans heat-treated at 125 oC for 3 min with and without steeping -T2 and T3; at 145 oC for 1 min with steeping -T4; at 115 oC for 4 min with steeping - T5; and at 110 oC for 5 min without steeping -T6. The roasted soybeans, independently of the temperature and roasting procedure (with and without steeping), showed lower means of DM and CP effective degradability (ED) than the control diet. Treatment four (T4) was the least degraded with 61.33% of DM effective degradability and 52.23% of CP. The intestinal digestibility of raw soybeans was higher and showed significant effect (P <0.05) when compared to roasted soybeans, except for the T5 - 115 oC for 4 min with steeping.T4 gave the lowest protein degradation, 67.72%, corresponding to 52.33% more PNDR than the control diet. Soybeans roasted at 145oC for 1 min and potentialized by the steeping process contributed to a lower CP ruminal degradability and higher PNDRD escape. The experiment II evaluated the effect of different forms of soybeans on the consumptions and digestibilities of DM, OM, EE, CP, NDF, NFC, TDN consumption, milk production and composition and its economic viability. DM, NDF and NFC consumptions were not different (P>0.05) among the different diets. CP consumption was affected (P <0.05) by the diets and the highest EE means (P <0.05) were found for the treatments with raw and roasted soybeans, whereas TDN consumptions were lower (P <0.05) for the raw and toasted soybeans. The digestibility coefficients of DM, OM, CP, EE and NDF were not affected by the addition of different protein sources (P>0.05). NFC digestibility was lower (P <0.05) for the diet containing roasted soybeans and TND decreased (P <0.05) in the treatments with raw (RS) and roasted (RTS) soybeans. Total milk production (TMP) and production of 3.5% fat-corrected milk (FCM), milk efficiency per kilogram of dry matter (MKGDM) and/or crude protein (MKGCP) were not affected (P>0.05). The tested diets added with 50% of corn silage (DM basis) replacing soybean meal can be fed to high production cows without compromising milk production and composition. The experiment III evaluated the effect of different forms of soybeans on variation in pH and ruminal ammonia, urea excretion in urine (UEU), concentration of ureic nitrogen in milk (UNM) and in plasma (UNP), nitrogen compound balance (NB) and microbial synthesis and efficiency. There was effect (P <0.05) of the diets on urine volume (UV) and urea excretion in urine (UEU). The smallest UV (P <0.05) was found in the diet with SMU. UEU was similar among the diets containing RS and RTS and differed (P <0.05) from SM and SMU. The concentrations of UNP were not different (P>0.05) among the diets, whereas the secretion of UNM was significant (P <0.05) with the diet with raw soybeans showing the highest means. Nitrogen compound balance (NB) was not affected (P>0.05) and significant differences were neither found (P>0.05) in the excretion of total purine derivatives (PD) nor in the ruminal microbial synthesis and efficiency, which was expressed as g of CP/kg of consumed TDN for the different diets. It was concluded that the tested diets did not affect nitrogen balance nor microbial production, however the addition of raw soybeans increased nitrogen levels in the milk. The experiment IV evaluated the thermal environment effect on the following physiological variables: respiratory frequency (RF), cardiac frequency (CF), rectal temperature (RT), sweat rate (SR); and the productive variables: dry matter consumption (DM), total milk production (TMP), protein (P%) and fat (F%). Significant differences were found (P < 0.05) for all the physiological variables, except for SR. When DM consumption was analyzed, the lowest value was found (P <0.05) in the period 1 (P1) and total milk production (TMP) and fat percentage (F%) were not affected (P>0.05). Protein content was lower (P <0.05) for P1. There was no effect between the diets and the physiological variables, however RF and CF differed (P <0.05) at collection times. It is therefore concluded that the physiological variables were not changed by the diets. They were nevertheless affected by the thermal environment, resulting in reduction of DM consumption in the hottest period, but without change in milk production. The protein content was affected by the experimental periods.
Palavras-chave: Soja tostada
Proteína na degradada
Rúmen
Roasted soybeans
Non-degraded protein
Rumen
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ZOOTECNIA::NUTRICAO E ALIMENTACAO ANIMAL
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul
Programa: Doutorado em Zootecnia
Citação: CORRÊA, ângela Maria de Vasconcelos. Use of different forms of soybeans in dairy cows feeding. 2007. 149 f. Tese (Doutorado em Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2007.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1901
Data do documento: 31-Jul-2007
Aparece nas coleções:Zootecnia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
texto completo.pdf1,05 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.