Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://locus.ufv.br//handle/123456789/2289
Tipo: Dissertação
Título: Variação geográfica e dimorfismo sexual de Philander frenatus (Olfers, 1818), (Mammalia, Didelphimorphia: Didelphidae) através de morfometria geométrica craniana
Título(s) alternativo(s): Geographic variation and sexual dimorphism in Philander frenatus, Olfers, 1818, (Mammalia, Didelphimorphia: Didelphidae) by cranial geometric morphometrics
Autor(es): González, Camilo Arias
Primeiro Orientador: Romano, Pedro Seyferth Ribeiro
Primeiro coorientador: Giudice, Gisele Mendes Lessa Del
Primeiro avaliador: Hingst-zaher, Erika
Abstract: Este estudo analisa a variação morfológica do crânio de Philander frenatus, em relação ao dimorfismo sexual no tamanho e forma do crânio, e em relação à variação geográfica de populações brasileiras, em especial aquelas provenientes da Mata Atlântica Brasileira. Através de técnicas de morfometria geométrica utilizando marcos anatômicos bidimensionais do crânio e superimposição de Procrustes, foram avaliados 290 indivíduos adultos, sendo 169 machos e 120 fêmeas. Fotografias padronizadas do crânio foram tomadas tomadas nas vistas dorsal, ventral e lateral, nas quais foram digitados 33, 34 e 29 marcos anatômicos respectivamente. O Dimorfismo sexual no tamanho foi avaliado utilizando o tamanho do centroide como medida. Os valores das três vistas do crânio foram comparados através de teste-t, todas indicando que os machos apresentam em média crânios maiores que as fêmeas. Analise de Componentes Principais (PCA) e Analise Discriminante (DA) foram utilizados para avaliar o dimorfismo sexual na forma na população com maior número de indivíduos da mesma localidade e na amostra total. Ambas as análises indicaram resultados similares no nível intrapopulacional e intraespecífico. Embora a forma do crânio de machos e fêmeas tenha apresentado uma ampla sobreposição nas análises das três vistas, foram encontradas divergências na variação da forma do crânio em cada sexo. De forma geral, os machos apresentaram um crânio com rosto mais curto, arco zigomático mais alto com processo frontal do jugal mais proeminente, crista sagital e processo pós-orbital mais desenvolvidos, e caixa craniana levemente mais estreita. Para as análises de variação geográfica duas analises foram feitas. Uma agrupando os indivíduos em quatro blocos geográficos (Macrolocalidades1) A: Corredor central da Mata Atlântica; B: Corredor cerrado-Zona da mata; C Corredor da serra do mar; D: Interior de SP, sul de GO e PR e outra em 8 blocos geográficos, (macrolocalidades2) subdividindo os blocos A (A1, A2), B (B1, B3), e C (C1, C2, C3). A variação na forma do crânio foi avaliada por separado em machos e fêmeas através de PCA nas três vistas, e Analises de Variáveis Canônicas (CVA) nas três vistas do crânio dos machos e na vista lateral do crânio das fêmeas. Em machos e em fêmeas o PCA não indicou nenhum padrão geográfico da variação morfológica do crânio nas três vistas avaliadas, nem na matriz das três vistas do crânio juntas. A CVA da vista ventral do crânio foi pouco informativa enquanto as vistas dorsal e lateralevidenciaram padrões similares de separação e sobreposição dos blocos geográficos nos eixos de CV. Os dois agrupamentos por blocos biogeográficos indicaram resultados similares, e revelaram um padrão geográfico da variação morfológica do crânio. Foi observada uma sobreposição entre os blocos geográficos do Corredor da Serra do Mar (bloco C), Cerrado-Zona da Mata (bloco B) e o Corredor Central da Mata Atlântica (bloco A). O bloco do interior de SP, PR, e sul de GO (bloco D) apresentou uma sobreposição parcial com o bloco C, mas evidenciou variações morfológicas que o afastam da forma de referência e o discriminaram do bloco. A CVA da vista dorsal indicou que as principais variações da forma media do crânio dos indivíduos do bloco D, com respeito da forma de referência, foram associadas a uma constrição anteroposterior do pré-maxilar, expansão anterior do maxilar, uma leve expansão do arco zigomático, e um deslocamento posterior dos parietais, além de haver uma compressão do pré-maxilar e maxilar indicando um rosto levemente mais curto. As divergências na variação morfológica apresentada por exemplares do interior de SP, PR e sul de GO podem ser devido a um certo grau de isolamento das populações, afastadas das populações dos corredores de florestas da Serra do Mar, Zona da mata e do Corredor Central da Mata Atlântica, assim como a diferentes pressões ambientais devido a heterogeneidade ambiental presente no bioma.
This study analyzes the morphological variation in the skull in Philander frenatus with regard to sexual size and sexual shape dimorphism of the skull, and to the geographic variation of Brazilian Atlantic Forest populations. A total of 290 adult individuals, consisting of 169 males and 120 females, were analyzed by geometric morphometric techniques using two- dimensional skull anatomical landmarks and Procrustes superimposition. Standardized photographs of the skull were taken in dorsal, ventral and lateral view, where 33, 34 and 29 anatomical landmarks were respectively digitized. Sexual size dimorphism was assessed by using centroid size as measurement. The values from the three views of the skull were compared by the t-test and all showed males as having larger skulls than females on average. Principal Component Analysis (PCA) and Discriminant Analysis (DA) were used to evaluate sexual shape dimorphism in the population with the largest number of individuals from the same locality and in the entire sample. Both analyses indicated similar results when assessed intrapopulationally and intraspecifically. Although the skull shape in males and females showed a great overlap in analyses of the three views, different variation trends were found for each sex. In general, male skulls had a shorter rostrum, higher zygomatic arch with a more prominent frontal process of the jugal bone, more developed sagittal crest and postorbital process, and a slightly narrower braincase. Two analyses were carried out for geographic variation. In one analysis individuals were grouped into four geographic clusters (Macrolocalities1): A - Atlantic Forest Central Corridor; B - Cerrado-Zona da Mata Corridor; C - Serra do Mar Corridor; and D - Cities of São Paulo (SP) State, and south of Goiás (GO) State and Paraná (PR) State. In the other analysis, they were grouped into eight subdivided geographic clusters (Macrolocalities2): A (A1, A2), B (B1, B2) and C (C1, C2, C3). Skull shape variation was evaluated separately for males and females by PCA in the three views and by Canonical Variate Analyses (CVA) in the three views for males, and in lateral view for females. No geographic morphological variation pattern was revealed in the three views evaluated or in the matrix of the three views pooled together in males or females using PCA. The CVA of ventral view was uninformative, but dorsal and lateral views showed similar trends of separation and overlap between geographical clusters in the CV axes. Both clustering typesindicated similar results and revealed a geographic pattern of skull morphological variation. An overlap was observed among geographical clusters of Serra do Mar Corridor (cluster C), Cerrado-Zona da Mata Corridor (cluster B) and Atlantic Forest Central Corridor (cluster A). The Cluster including the cities of SP, PR and south of GO (cluster D) showed a partial overlapping with cluster C, but demonstrated morphological variations that characterized it as far from the reference shape and discriminated it from cluster A. The CVA of the dorsal view indicated that main variations in the average skull shape of individuals from cluster D, as compared with the reference shape, were associated with premaxillary anteroposterior constriction, maxillary anterior expansion, slightly expanded zygomatic arch, and a posterior displacement of the parietal bones. The lateral-view analysis indicated that variations in the average skull shape from cluster D, constant in males and females, as compared with the average shape of the sample, were maxillary and pre-maxillary compression, indicating a slightly shorter rostrum. The divergence in morphological variation displayed by samples from the cities of SP, PR and south of GO might be due to some degree of isolation of populations, with them being far from the populations of the Serra do Mar, Cerrado-Zona da Mata and Atlantic Forest Central Corridors as well as different environmental pressures to the environmental heterogeneity of the biome.
Palavras-chave: Didelphimorphia
Marsupial
Morfologia craniana
Variação geográfica
Dimorfismo sexual
Didelphimorphia
Marsupial
Cranial morphology
Geographic variation
Sexual dimorphism
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Biologia e Manejo animal
Programa: Mestrado em Biologia Animal
Citação: GONZÁLEZ, Camilo Arias. Geographic variation and sexual dimorphism in Philander frenatus, Olfers, 1818, (Mammalia, Didelphimorphia: Didelphidae) by cranial geometric morphometrics. 2014. 180 f. Dissertação (Mestrado em Biologia e Manejo animal) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2014.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2289
Data do documento: 25-Abr-2014
Aparece nas coleções:Biologia Animal

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
texto completo.pdf5,31 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.