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dc.contributor.authorSartori, Sirlene Souza Rodrigues
dc.date.accessioned2015-03-26T12:10:35Z-
dc.date.available2009-07-01
dc.date.available2015-03-26T12:10:35Z-
dc.date.issued2009-02-19
dc.identifier.citationSARTORI, Sirlene Souza Rodrigues. Morphology of the alimentary canal of the gecko Hemidactylus mabouia (Moreau de Jonnès, 1818) (Squamata: Gekkonidae). 2009. 109 f. Tese (Doutorado em Análises quantitativas e moleculares do Genoma; Biologia das células e dos tecidos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2009.por
dc.identifier.urihttp://locus.ufv.br/handle/123456789/233-
dc.description.abstractHemidactylus mabouia é a espécie de lagartixa mais amplamente distribuída no Brasil, sendo comum em ambientes antrópicos, o que torna fácil seu uso como modelo para estudo dos répteis. Assim, visando descrever morfologicamente o tubo digestivo de H. mabouia, foram utilizados 17 exemplares adultos, sendo coletados fragmentos do esôfago, da transição esôfago-gástrica, do estômago e dos intestinos delgado e grosso, que foram processados conforme métodos rotineiros para análises anatômica, histológica, histoquímica e ultra-estrutural. Secções histológicas foram coradas com azul de toluidina ou submetidas a técnicas para detecção de glicoconjugados, proteínas, atividade da fosfatase alcalina, mitocôncrias e células endócrinas argirófilas e argentafins. O esôfago de H. mabouia é um órgão tubular retilíneo, com a porção cranial mais dilatada, o que facilita a deglutição de presas inteiras e concorre para a rápida desobstrução da cavidade bucofaringeana. O estômago tem forma de J , com uma extensa região fúndica, que pode ser subdividida em fúndica oral e fúndica aboral, e uma curta região pilórica. A presença de macrófagos na superfície gástrica constitui fato singular e reflete a necessidade de defesa no lúmen. Como o dos demais répteis carnívoros, o intestino de H. mabouia é curto, sendo o intestino delgado mais longo e convoluto que o intestino grosso, que possui um cólon bastante dilatado seguido por um reto curto. O epitélio de revestimento esofágico é pseudo- estratificado ciliado com células secretoras de mucinas ácidas e neutras; na transição esôfagogástrica há mistura deste tipo epitelial com o epitélio simples prismático mucossecretor de mucinas predominantemente neutras; no estômago é simples prismático mucossecretor de mucinas neutras; no intestino delgado é simples prismático com células absortivas e células mucossecretoras de mucinas ácidas e neutras; no intestino grosso as células absortivas são escassas, sem borda estriada ou com borda muito reduzida, e as células mucossecretoras são abundantes. No esôfago, a lâmina própria é delgada e aglandular; na transição esôfago-gástrica se torna espessa e preenchida por glândulas acinosas simples ramificadas, com células mucossecretoras de mucinas neutras e células zimogênicas produtoras de pepsinogênio. Essas glândulas multicelulares não foram observadas em vários répteis, mas foram descritas em muitos anfíbios anuros, o que pode estar relacionado com o hábito alimentar desses animais. No estômago, a região fúndica oral apresenta extensas glândulas túbulo-acinosas simples ramificadas, que se tornam menores, menos ramificadas e mais tubulares na fúndica aboral, e são tubulares simples e curtas na pilórica. As glândulas fúndicas possuem células mucossecretoras de mucinas neutras e células oxintopépticas, que diferem da fúndica oral para aboral em relação à densidade de grânulos de zimogênio e mitocôndrias, indicando a existência de um gradiente de secreção de pepsinogênio e ácido clorídrico. As glândulas pilóricas possuem apenas células mucossecretoras de mucinas neutras e células endócrinas argirófilas e argentafins, que também foram observadas dispersas no epitélio de revestimento e nas glândulas de outros segmentos do tubo digestivo, exceto no esôfago. Curiosamente, células argentafins mas não argirófilas foram localizadas na transição esôfago-gástrica. No intestino não há vilosidades nem criptas de Lieberkühn.pt_BR
dc.description.abstractHemidactylus mabouia is the gecko species more thoroughly distributed in Brazil, being common in anthropic atmospheres, what turns easy its use as model for study of the reptiles. Likewise, aiming at to describe morphologically the alimentary canal of H. mabouia, 17 adult specimens were used, being collected fragments of the esophagus, of the oesophagogastric transition, of the stomach and of the small and large intestines, that were processed according to routine methods for anatomical, histological, histochemical and ultra-structural analyses. Histological sections were stained with Toluidine Blue or submitted to techniques for identification of glycoconjugates, proteins, alkaline phosphatase activity, mitochondria and argyrophil and argentaffin endocrine cells. The esophagus of H. mabouia is a tubular straight- lined organ, with the cranial portion more dilated, what favours the ingestion of whole preys and contributes to a rapid clearance of the bucco-pharyngeal cavity. The stomach has "J" form, with a long fundic region, which can be subdivided in oral fundic and aboral fundic, and a short pyloric region. The presence of macrophages in the gastric surface constitutes singular fact and reflects the defense need against invader microorganisms. As the one of the other carnivorous reptiles, the intestine of H. mabouia is short, being the small intestine more long and convoluted that the large intestine, that possesses a quite dilated colon followed for a short rectum. The oesophageal covering epithelium is pseudostratified with cells that secrete neutral and acid mucins; at the oesophagogastric transition there is a mixture of this epithelium with mucussecreting prismatic simple epithelium, whose cells secrete neutral mucins predominantly; in the stomach it is prismatic simple secreting neutral mucins; in the small intestine it is prismatic simple with absorptive cells and mucous cells secreting acid and neutral mucins; in the large intestine the absorptive cells are scarce, without brush border or with very short brush border, and the mucus-secreting cells are abundant. In the esophagus, the lamina propria is thin and aglandular; in the esophagus-gastric transition it becomes thick and filled by branched simple acinous glands, with mucous cells secreting neutral mucins and zymogenic cells producing of pepsinogen. Those multicellular glands were not observed in several reptiles, but they were described in many anuran amphibians, what can be related with the food habit of those animals. In the stomach, the oral fundic region presents long tubularacinous ramified simple glands, that become smaller, less ramified and more tubular in the aboral fundic region, and they are short tubular simple in the pyloric region. The fundic glands possess mucous cells secreting neutral mucins and oxynticopeptic cells, which differ of the oral fundic for aboral fundic in relation to the density of zymogen granules and mitochondria, indicating the existence of a secretion gradient of pepsinogen and hydrochloric acid. The pyloric glands just possess mucous cells secreting neutral mucins and argyrophil and argentaffin endocrine cells, which were also observed dispersed in the coating epithelium and in the glands of other segments of the alimentary canal, except in the esophagus. Surprisingly, argentaffin but non argyrophil cells were located in the oesophagogastric transition. In the intestine there are neither villi nor Lieberkühn crypts.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.formatapplication/pdfpor
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosapor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectEsôfagopor
dc.subjectEstômagopor
dc.subjectIntestino delgadopor
dc.subjectHistologiapor
dc.subjectHistoquímicapor
dc.subjectMicroscopia eletrônica de varredurapor
dc.subjectEsophaguseng
dc.subjectStomacheng
dc.subjectSmall intestineeng
dc.subjectLarge intestineeng
dc.subjectHistologyeng
dc.subjectHistochemistryeng
dc.subjectScanning electron microscopyeng
dc.titleMorfologia do tubo digestivo da lagartixa Hemidactylus mabouia (Moreau de Jonnès, 1818) (Squamata: Gekkonidae).por
dc.title.alternativeMorphology of the alimentary canal of the gecko Hemidactylus mabouia (Moreau de Jonnès, 1818) (Squamata: Gekkonidae)eng
dc.typeTesepor
dc.contributor.authorLatteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4704296D0por
dc.contributor.advisor-co1Matta, Sérgio Luis Pinto da
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4798314Z0por
dc.contributor.advisor-co2Fonseca, Cláudio César
dc.contributor.advisor-co2Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780777E6por
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.departmentAnálises quantitativas e moleculares do Genoma; Biologia das células e dos tecidospor
dc.publisher.programDoutorado em Biologia Celular e Estruturalpor
dc.publisher.initialsUFVpor
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERALpor
dc.contributor.advisor1Neves, Clóvis Andrade
dc.contributor.advisor1Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785611E1por
dc.contributor.referee1Freitas, Mariella Bomtempo Duca de
dc.contributor.referee2Feio, Renato Neves
dc.contributor.referee2Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785728J7por
dc.contributor.referee3Maciel, Cláudia Maria Reis Raposo
dc.contributor.referee3Latteshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4799396P6por
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