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Tipo: Tese
Título: Toxicidade do arsenato e efeito protetor do guaraná e da vitamina E no aparelho reprodutor de camundongos machos adultos
Título(s) alternativo(s): Toxicity of the arsenate and protective effect of guarana and vitamin E in the reproductive tract of adult male mice
Autor(es): Mata, Wellington de Souza
Primeiro Orientador: Matta, Sérgio Luis Pinto da
Primeiro coorientador: Peluzio, Maria do Carmo Gouveia
Segundo coorientador: Oliveira, Juraci Alves de
Primeiro avaliador: Neves, Mariana Machado
Segundo avaliador: Rocha, Juliana Silva
Abstract: A exposição ao arsênio (As) pode ocorrer, principalmente, pela água de beber e, em algumas situações, por ingestão de alimentos contaminados, inalação e absorção cutânea. Processos naturais, industriais e antrópicos têm contribuído para aumentar os teores de As no meio. O As influencia a função reprodutiva masculina, afetando o processo espermatogênico, e várias evidências indicam sua ação tóxica está relacionado ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio. Estes efeitos deletérios podem ser minimizados pela administração de diversas substâncias, incluindo aminoácidos, vitaminas e compostos quelantes. O guaraná, planta originária da região amazônica, é rico em cafeína, flavonóides e taninos com propriedades antioxidantes, sendo utilizado na fitoterapia para a prevenção e o tratamento de doenças relacionadas ao desequilíbrio da atividade oxidante da célula. A vitamina E suprime a peroxidação lipídica no testículo e mitocôndrias, sendo capaz de reverter efeitos deletérios decorrentes da exposição testicular a diversos fatores como ozônio, ciclofosfamida, toxinas e contaminantes policlorados bifenilicos. O presente trabalho avaliou a capacidade do testículo e outras estruturas teciduais acumularem arsênio e os efeitos tóxicos decorrentes desse acúmulo, assim como o potencial antioxidante do guaraná e da vitamina E. Foram utilizados 35 camundongos Suíços com idade de 70 dias, divididos em cinco grupos contendo sete animais cada: CTR-(controle negativo) em que os animais receberam apenas água destilada e 0,5 mL do veículo de suspensão carboxi- metil celulose (CMC) via intraperitonial (i.p); ARS-(controle positivo) em que os animais receberam 100 mg L-1 de arsenato e 0,5 mL de CMC/i.p; VTE - em que os animais receberam 100 mg L-1 de arsenato e vitamina E/i.p (2mg em 0,5 mL de CMC); GUA- em que os animais receberam 100 mg L-1 de arsenato e guaraná/i.p (2 mg g-1 de peso corporal em 0,5 mL de CMC); GUA/VTE - em que os animais receberam 100 mg L-1 e vitamina E (2mg em 0.5 mL de CMC) associada ao guaraná (2mg g-1 de peso corporal em 0.5 mL de CMC). O arsenato foi fornecido aos animais na água de beber e os tratamentos administrados em intervalos de 72 h. Após 42 dias, o que corresponde a um ciclo espermatogênico, os animais sofreram eutanásia e procedeu-se às análises. Os animais do grupo ARS apresentaram redução significativa no peso corporal, peso do parênquima e peso testicular, maior acúmulo tecidual de arsênio e concentrações elevadas de ALT, o que sugere ação hepatotóxica do arsenato além de uma redução no volume dos túbulos seminíferos, diâmetro tubular, na proporção da túnica própria, altura e proporção do epitélio germinativo e na produção espermática diária total. No compartimento intertubular, observou-se aumento da proporção volumétrica de tecido conjuntivo, macrófagos, espaço linfático, redução na proporção e volume da célula de Leydig, diâmetro nuclear, volume nuclear número das células de Leydig por testículo e na concentração plasmática de testosterona. A administração isolada ou associada de guaraná e vitamina E minimizou a maioria dos efeitos deletérios do arsenato na estrutura e função do aparelho reprodutor masculino. Esses dados indicam papel protetor de compostos não-enzimáticos presentes na dieta, como a vitamina E e o guaraná, capazes de minimizar os efeitos de espécies reativas de oxigênio.
Exposure to arsenic occurs mainly via drinking water and, in some situations, via polluted foods, inhalation, and cutaneous absorption. Natural, industrial, and antrophical processes have been contributing to increased levels of arsenic in the environment. Arsenic affects male reproductive functions, affecting the spermatogenic process, and there is a lot of evidence that indicates its poisonous action is related to increased production of reactive species of oxygen. These harmful effects can be minimized by the administration of several substances, including amino acids, vitamins and quelants compounds. Guaraná, a plant typical of the Amazonian area, is rich in caffeine, flavonoyds and tannins with antioxidant properties, used in Phitoterapy for the prevention and the treatment of diseases associated with the unbalance of the cell's oxidant activity. Vitamin E suppresses lipidic peroxidation in the testes and mithocondria and is capable of reverting current harmful effects of the testicular exposure to several factors such as ozone, ciclofosfamide, toxins and policlorate bifenilics pollutants. The present work evaluated the capacity of the testes and other tecidual structures to accumulate arsenic and the current poisonous effects of that accumulation, as well as the antioxidant potential of guarana and vitamin E. 35 seventy- day-old Swiss mice were used. They were divided in five groups containing seven animals each: CTR - (negative control) in which the animals just received distilled water and 0,5 mL of the vehicle of suspension carboxi-methyl cellulose (CMC) intraperitonially (i.p); ARS - (positive control) in which the animals received 100 mg L-1 arsenate and 0,5 mL of CMC/i.p; Vitamine E in which the animals received 100 mg L-1 arsenate and vitamin E/i.p (2mg in 0,5 mL of CMC); Guarana - in which the animals received 100 mg L-1 arsenate and guarana/i.p (2 mg g-1 of body weight in 0,5 mL of CMC); GUA / Vitamin E in which the animals received 100 mg L-1 and vitamin E (2mg in 0.5 mL of CMC) combined with guarana (2mg g-1 of body weight in 0.5 mL of CMC). The arsenate was supplied to the animals in drinking water and the treatments were administered in intervals of 72 h. After 42 days, which corresponds to a spermatogenic cycle, the animals under went euthanasia and subsequent analyses were done. The animals of the ARS group presented significant reduction in body, parhenquima and testicular weights, larger tecidual accumulation of arsenic and high concentrations of ALT, which suggests hepatotoxic action of the arsenate, besides a reduction in the volume of the seminiferous tubules, tubular diameter, in the proportion of the tunic own, height and proportion of the germinative epithelium and in the total daily spermatic production. In the intertubular compartment, increased proportion of volumetric of conjunctive tissue, macrophages and lymphatic space was observed, reduction in the proportion and volume of the cell of Leydig, nuclear diameter, nuclear volume, number of the cells of Leydig per testes and in the plasmatic concentration of testosterone. The sole administration of guaraná or guarana combined with vitamin E minimized most of the harmful effects of the arsenate in the structure and function of the male reproductive tract. Those data indicate the protective role of non-enzymatic compounds present in the diet such as vitamin E and guarana, which are capable of minimizing the effects of reactive species of oxygen.
Palavras-chave: Testículo
Arsênio
Estresse oxidativo
Vitamina E
Guaraná
Testicle
Arsenic
Oxidative stress
Vitamin E
Guarana
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Análises quantitativas e moleculares do Genoma; Biologia das células e dos tecidos
Programa: Doutorado em Biologia Celular e Estrutural
Citação: MATA, Wellington de Souza. Toxicity of the arsenate and protective effect of guarana and vitamin E in the reproductive tract of adult male mice. 2009. 138 f. Tese (Doutorado em Análises quantitativas e moleculares do Genoma; Biologia das células e dos tecidos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2009.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/239
Data do documento: 18-Dez-2009
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