Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://locus.ufv.br//handle/123456789/2512
Tipo: Dissertação
Título: Anatomia do caule (casca e lenho), da folha e coléter de Bathysa cuspidata (St. Hil.) Hook. f. (RUBIACEAE)
Título(s) alternativo(s): Anatomy of stem (bark and wood), leaf and colleter of Bathysa cuspidata (St. Hil.) Hook. f. (RUBIACEAE)
Autor(es): Coelho, Victor Peçanha de Miranda
Primeiro Orientador: Ventrella, Marília Contin
Primeiro coorientador: Carvalho, Ana Márcia Macedo Ladeira
Segundo coorientador: Leite, João Paulo Viana
Primeiro avaliador: Azevedo, Aristéa Alves
Segundo avaliador: Garcia, Flávia Cristina Pinto
Terceiro avaliador: Rodella, Roberto Antonio
Abstract: Bathysa (Rubiaceae), juntamente com as plantas que possuem cascas amargas de coloração avermelhada ou amarela, usadas como tônicas ou febrífugas são conhecidas como falsas quinas. No Brasil, Bathysa cuspidata (St. Hil.) Hook. f. é conhecida popularmente como “quina-do-mato” e tem a casca do caule usada na medicina popular para doenças do estômago, fígado e como cicatrizante. Este trabalho vem contribuir com informações sobre a anatomia e histoquímica do caule (casca e lenho), da folha e dos coléteres presentes nos ápices vegetativos. O estudo foi conduzido no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB), Município de Araponga, Estado de Minas Gerais. Para a análise estrutural as amostras foram processadas de acordo com técnicas usuais em microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Para análise histoquímica amostras frescas foram submetidas a diversos corantes e reagentes. A região medial da nervura principal possui o feixe medular central com rotação conspícua em seu eixo, sendo esse um caráter anatômico consistente para identificação de B. cuspidata. O estudo histoquímico demonstrou que existe semelhança entre os metabólitos de interesse encontrados nas folhas e na casca do caule, principalmente em relação aos compostos de natureza fenólica, o que torna a folha um potencial farmacógeno nessa espécie. O lenho foi classificado como tipo II de lenho em Rubiaceae, caracterizado principalmente pela presença de fibras libriformes septadas. Os índices de vulnerabilidade e mesomorfia do lenho indicam que os espécimes estudados estão adaptados às condições mésicas da Serra do Brigadeiro. Os coléteres, geralmente, são do tipo padrão, mas também foram observados coléteres bifurcados, descritos anteriormente, apenas para Apocynaceae e reportados pela primeira vez em Rubiaceae. Começam a secretar com a expansão dos primórdios foliares, mantendo-se funcionais até a senescência. As estípulas são caducas, caem com a expansão das folhas jovens e os coléteres nessa fase secam e murcham. A origem dos coléteres é mista, envolvendo a protoderme, o procâmbio e o meristema fundamental. Em todas as amostras analisadas, os testes histoquímicos detectaram polissacarídeos, pectinas, compostos fenólicos e proteínas.
Bathysa (Rubiaceae), along with other plants with bitter bark of red or yellow color, used as tonic and febrifuge are known as false Quina. In Brazil, Bathysa cuspidata (St. Hil.) Hook. f. is popularly known as "quina do mato" (quina of the fields) and the stem bark is used in folk medicine for stomach and liver ailments and healing. This work contributes with information on anatomy and histochemistry of stem (bark and wood), leaf and colleters present in the vegetative shoot apices. The study was carried out in the Serra do Brigadeiro State Park (PESB), in the municipality of Araponga, Minas Gerais. Structural analysis of samples was performed using usual techniques of light and scanning electron microscopy. Histochemical analysis of fresh samples was carried out using different stains and reagents. The middle region of the primary vein has the central medullary bundle with conspicuous rotation on its axis, which is a consistent anatomical characteristic for B. cuspidata identification. The histochemical study showed similarity among metabolites of interest found in leaves and stem bark, particularly phenolic compounds, which makes the leaf a potential source of bioactive metabolites in this species. The wood was classified as type II wood in Rubiaceae, which is mainly characterized by septate libriform fibers. Vulnerability indexes and wood mesomorphy indicate that the studied specimens are adapted to the mesic conditions prevailing in the Brigadeiro Range. The colleters, in general, were of the standard type, but bifurcated colleters were also observed as previously described only in Apocynaceae and here reported for the first time in Rubiaceae. Colleters start to secrete with the expansion of the leaf primordia and remain functional until leaf senescence. Stipules are deciduous, falling with the expansion of young leaves and the colleters dry and wilt in this phase. Colleter origin is mixed, involving the protoderm, the procambium and ground meristem. The histochemical tests detected polysaccharides, pectins, phenolic compounds and proteins in all samples.
Palavras-chave: Histoquímica
Floresta Atlântica
Estrutura secretora
Histochemistry
Floresta Atlântica
Secretory structure
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Botânica estrutural; Ecologia e Sistemática
Programa: Mestrado em Botânica
Citação: COELHO, Victor Peçanha de Miranda. Anatomy of stem (bark and wood), leaf and colleter of Bathysa cuspidata (St. Hil.) Hook. f. (RUBIACEAE). 2009. 79 f. Dissertação (Mestrado em Botânica estrutural; Ecologia e Sistemática) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2009.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2512
Data do documento: 17-Fev-2009
Aparece nas coleções:Botânica

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
texto completo.pdf3,84 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.