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Tipo: Dissertação
Título: Estruturas secretoras em Banisteriopsis muricata (Cav.) Cuatrec. (Malpighiaceae): aspectos estruturais, químicos e ecológicos
Título(s) alternativo(s): Secretory structures of Banisteriopsis muricata (Cav.) Cuatrec. (Malpighiaceae): structural, chemical and ecological aspects
Autor(es): Nery, Lays Araújo
Primeiro Orientador: Ventrella, Marília Contin
Primeiro coorientador: Vieira, Milene Faria
Segundo coorientador: Leite, João Paulo Viana
Primeiro avaliador: Azevedo, Aristéa Alves
Segundo avaliador: Simões, Maria Olivia Mercadante
Abstract: Banisteriopsis muricata (Malpighiaceae) ocorre em todos os domínios fitogeográficos do Brasil e apresenta populações mistas constituídas flores com cálice glandulado e eglandulado, pétalas posteriores com fímbrias glandulosas, glândulas no conectivo das anteras e nectários extraflorais. Assim, o presente estudo propõe analisar a anatomia e a composição química das glândulas florais e foliares de B. muricata, e o papel destas estruturas sobre a atração de polinizadores e demais visitantes. Botões florais, flores em antese e folhas em diferentes estádios de desenvolvimento foram processados de acordo com técnicas usuais em microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. A natureza química da secreção foi determinada por testes histoquímicos e químicos e a funcionalidade foi observada em campo. As glândulas calicinais desenvolvem-se na face abaxial das sépalas, se constituem por epiderme secretora unisseriada, cutícula espessa e parênquima secretor vascularizado por xilema e floema. A secreção que acumula-se no espaço subcuticular conspícuo compõe-se apenas por glicose. As glândulas do conectivo das anteras se constituem de duas regiões distintas, uma secretora e uma região não secretora. A epiderme de ambas as regiões é constituídas por células volumosas com cutícula e paredes delgadas. As células da epiderme secretora acumulam proteínas e polissacarídeos, que são liberados pela ruptura dos poros, o que parece ser efeito do contato com o corpo de polinizadores. As fímbrias glandulosas das pétalas posteriores possuem características anatômicas semelhantes às das glândulas calicinais, não apresenta nenhuma secreção, mas acumulam antocianinas. As glândulas calicinais de B. muricata não constituem elaióforos e sim nectários; as glândulas das pétalas atuam como sinalizadores para visitantes florais e a secreção liberada pelas glândulas do conectivo constituem um veículo de transferência de grãos de pólen. As folhas apresentam NEF que se desenvolvem na face abaxial. Os NEF são do tipo elevado e constituídos por epiderme secretora unisseriada, parênquima nectarífero com poucas camadas de células e parênquima subnectarífero vascularizado. Não se observou poros ou rupturas cuticulares para liberação da secreção que se acumula no espaço subcuticular. A secreção é escassa, viivi viscosa e apresenta glicose, pectinas e proteínas. A observação da visita de formigas reforçam a ocorrência da interação inseto-planta e o papel de proteção contra herbivoria. A ocorrência de flores com cálice glandulado e eglandulado, a ausência de elaióforos, a presença de pétalas de orientação, glândula no conectivo sugerem que B. muricata pode estar desenvolvendo novas estratégias de atração de polinizadores.
Banisteriopsis muricata (Malpighiaceae) occurs in all phytogeographic areas from Brazil and presents mixed populations consisting of morphotypes with glandular and eglandular flowers. Petals with glandular fimbriae and connective with glandular protrusions and extrafloral nectarines at leaf are common to both types. The aim of this study was to monitor the development and characterize the structural and chemical aspects of the secreting glands present in B. muricata and correlate them to the ecological role of these. Flower buds, flowers at anthesis and leaves in different developmental stages were processed under usual techniques of light microscopy and scanning electron microscopy, the chemical nature of the secretion was determined by chemical and histochemical tests and functionality was observed in the field. Calycine glands develop on the abaxial sepal. These glands are compoused of secretory uniseriate epidermis; thick cuticle; subcuticular space, pores and stomata absent and secretory parenchyma vascularized by xylem and phloem. Secretion was not identified in the space subcuticular and chemical analyzes identified only glucose secretion. The epidermis of the secretory region consists by bulky cell with thin cuticle and thin walls with pores and presents content translucent. The non secretory cells are bulky and have thin walls and accumulate phenolics. Chemical analysis showed the accumulation of proteins and polysaccharides that are released by rupture of the pore, which seems to be an effect of the contact with pollinators. The fringes of the petals have anatomical features similar of calycine glands and accumulate anthocyanins. The calyx glands of B. muricata are not elaiophores and seem to act as floral nectaries; glands petals act as signaling for floral visitors and secretion released by glands of the connective are a vehicle for the transfer of pollen grains favoring cross pollination. The leaves have EFN that develop on the abaxial surface. The EFN are the type elevated and consists of secretory uniseriate epidermis, nectary parenchyma with few layers of cells and vascularized subnectariferous parenchyma. There was no pores or cuticular ruptures to release the secretion which accumulates in the subcuticular space. The secretion is scanty, viscous and has glucose, proteins and pectins. The observation of the visit of ix ants reinforce the occurrence of insect-plant interactions and the EFN exert protective role against herbivory. Considering the occurrence of two morphotypes, no elaiophores, the presence of orientation petals, appearance of the connective gland and presence of EFN, B. muricata can be used as a model for understanding of the ecological aspects of the secretory structures and the study of these may contribute to the phylogeny of Malpighiaceae. Furthermore, our findings indicate that B. muricata has developed new strategies to attract pollinators.
Palavras-chave: Banisteriopsis muricata
Plantas - Anatomia
Histoquímica
Ontogenia
Malpighiaceae
Banisteriopsis muricata
Plants - Anatomy
Histochemistry
Ontogeny
Malpighiaceae
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Botânica estrutural; Ecologia e Sistemática
Programa: Mestrado em Botânica
Citação: NERY, Lays Araújo. Secretory structures of Banisteriopsis muricata (Cav.) Cuatrec. (Malpighiaceae): structural, chemical and ecological aspects. 2013. 65 f. Dissertação (Mestrado em Botânica estrutural; Ecologia e Sistemática) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2563
Data do documento: 22-Mar-2013
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