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Tipo: Dissertação
Título: Interferências de ácidos graxos ômega-3 e vitamina E na carcinogênese experimental do cólon
Título(s) alternativo(s): Interference of omega-3 fatty acids and vitamin E with experimental colon carcinogenesis
Autor(es): Moreira, Ana Paula Boroni
Primeiro Orientador: Peluzio, Maria do Carmo Gouveia
Primeiro coorientador: Sabarense, Céphora Maria
Segundo coorientador: Dias, Cristina Maria Ganns Chaves
Primeiro avaliador: Natali, Antônio José
Segundo avaliador: Gloria, Maria Beatriz Abreu
Abstract: O câncer colorretal ocupa um lugar de destaque mundial devido à sua alta incidência, sendo um dos tipos de câncer mais afetado pela dieta. Estudos experimentais sustentam a hipótese de que ácidos graxos [ômega]-6 contribuem para o desenvolvimento do câncer colorretal, enquanto os ácidos graxos da série [ômega]-3 possuem ação protetora. Entretanto, ácidos graxos polinsaturados (AGPI) [ômega]-3 são particularmente suscetíveis ao ataque de radicais livres o que pode exacerbar o estresse oxidativo. Antioxidantes como a vitamina E têm sido utilizados para impedir a peroxidação lipídica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito do óleo de peixe, rico em AGPI [ômega]-3 (ácido eicosapentaenóico e ácido docosahexaenóico), e da vitamina E na carcinogênese colorretal. Foram utilizados ratos Wistar adultos tratados com 1,2-dimetilhidrazina, na dose de 40 mg/Kg de peso corporal. Os animais foram divididos em quatro grupos: óleo de peixe e vitamina E (OPE), óleo de peixe (OP), óleo de soja e vitamina E (OSE) e óleo de soja (OS). Cada dieta continha 18% de óleo e a vitamina E foi oferecida na dose de 400 mg/Kg de dieta. As dietas e água foram consumidas ad libitum pelos animais durante 36 semanas, incluindo o período de indução da carcinogênese. O peso corporal e o consumo alimentar foram monitorados semanalmente. Foram analisados os focos de criptas aberrantes (FCA), tumores formados no intestino grosso e o perfil de ácidos graxos do cólon, tecido hepático e fezes. Aminas bioativas foram investigadas no tecido hepático dos grupos OPE e OSE. Foram ainda determinadas as concentrações de α-tocoferol no plasma, fígado e fezes e parâmetros bioquímicos (colesterol total e frações, triacilgliceróis, proteína C reativa e fosfatase alcalina) no soro. O peso e consumo alimentar dos quatro grupos não apresentaram diferenças significativas ao longo do experimento. Houve redução no número total de FCA, sendo de 53.3% para OP e de 49.2% para OPE comparados ao grupo OS. Em relação ao OSE, a redução foi de 51.2% para OP e 47.1% para OPE. A incidência (%) e multiplicidade de tumores totais (média ± desvio-padrão) foram menores nos grupos OP (30% e 0.40 ± 0.69) e OPE (30% e 0.40 ± 0.69) em relação ao grupo OSE (100% e 1.50 ± 0.97). Houve uma tendência na redução da incidência e da multiplicidade de tumores nos grupos OPE e OP quando comparados ao grupo OS (60% e 1.20 ± 1.30). O tamanho dos tumores foi similar entre os grupos experimentais. A adição da vitamina E não alterou os FCA, incidência e multiplicidade dos tumores formados entre os grupos que receberam o mesmo tipo de óleo. O perfil de ácidos graxos do cólon e tecido hepático demonstraram maior incorporação dos AGPI ω-3 nos grupos OPE e OP, enquanto nos grupos OSE e OS ocorreu aumento na concentração dos AGPI [ômega]-6. A excreção dos AGPI [ômega]-6 e [ômega]-3 foi semelhante entre os grupos. As aminas bioativas espermidina, espermina e triptamina, detectadas no tecido hepático, foram semelhantes entre os grupos OPE e OSE. A concentração de [alfa]-tocoferol no plasma foi semelhante entre os grupos, enquanto no fígado verificou-se maior concentração nos grupos OPE e OSE. A maior excreção fecal do [alfa]-tocoferol ocorreu no grupo OSE. Os parâmetros colesterol total e triacilgliceróis foram menores nos grupos OPE e OP. Já proteína C reativa e fosfatase alcalina foram semelhantes entre os grupos experimentais. Esses resultados sugerem que o óleo de peixe pode atuar de forma protetora na carcinogênese colorretal entretanto, a vitamina E, na quantidade oferecida, não demonstrou efeito. O óleo de peixe também reduziu a concentração sérica de colesterol total e triacilgliceróis.
The colorectal cancer has a high incidence in the world population as it is a of type of cancer affected by diet. Experimental studies support the hypothesis that [ômega]-6 fatty acids promotes the development of colorectal cancer, while [ômega]-3 fatty acids provide protective actions. However [ômega]-3 polyunsaturated fatty acids (PUFA) are particularly susceptible to free radical attacks, promoting oxidative stress. Antioxidants such as vitamin E have been used to hinder lipid peroxidation. The aim of this study was to evaluate the effects of fish oil (rich in eicosapentaenoic and docosahexaenoic acids) and vitamin E on colorectal carcinogenesis. Wistar adult male rats were treated with 1,2-dimetylhydrazine (40 mg/Kg body). The animals were divided into four groups: fish oil and vitamin E (FOE), fish oil (FO), soybean oil and vitamin E (SOE) and soybean oil (SO). Each diet containing 18% oil and vitamin E was offered at 400 mg/Kg of diet. Animals had free access to water and diet during 36 weeks, including the carcinogenesis induction period. Body weight and dietary consumption were monitored weekly. Aberrant crypt foci (ACF) and tumors formed in the large intestine, fatty acids profile of the colon, liver and feces were analyzed. Bioactive amines were investigated in the liver of the FOE and SOE groups. The plasma, liver and feces [alpha]-tocopherol concentrations and the serum biochemical parameters (total cholesterol and fractions, triacylglycerol, C-reactive protein and alkaline phosphatase) were determined. The results showed that body weight and dietary consumption did not differ statistically between groups during the experiment. The total reduction of ACF was of 53.3% for FO and 49.2% for FOE as compared to FOE group and of 51.2% for FO and 47,1% for FOE as compared to OSE group. The incidence (%) and tumor multiplicity (means ± standard error) were lower in FO (30% and 0.40 ± 0.69) and FOE groups (30% and 0.40 ± 0.69) than in SOE group (100% and 1.50 ± 0.97). There was a trend in the reduction of incidence and tumor multiplicity in FOE and FO groups when compared with those of OS group (60% and 1.20 ± 1.30). The tumor size was similar among the experimental groups. The vitamin E addition did not modify the ACF, incidence and tumor multiplicity in the groups that received the same oil. The colon and liver fatty acid profile revealed a greater incorporation of [ômega]-3 PUFA in FOE and FO groups, while in SOE and SO groups occurred an increase in the [ômega]-6 PUFA concentration. The excretion of [ômega]-6 and [ômega]-3 PUFA was similar among groups. The liver spermidine, spermine and tryptamine contents were similar in the OPE and SOE groups. The plasma [alpha]-tocopherol concentrations were similar in the experimental groups, while in the liver it was higher in FOE and SOE groups. The highest [alpha]-tocopherol excretion occurred in OSE group. The total cholesterol and triacylglycerol were lower in the FOE and FO groups. Protein C reative and alkaline phosphatase were similar among the experimental groups. These results suggest that fish oil may act as a protection factor in the colorectal carcinogenesis. However, vitamin E did not demonstrate any effect. The fish oil also reduced the serum levels of total cholesterol and triacylglycerol.
Palavras-chave: Câncer colorretal
Óleo de peixe
Vitamina E
Colorectal cancer
Fish oil
Vitamin E
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Valor nutricional de alimentos e de dietas; Nutrição nas enfermidades agudas e crônicas não transmis
Programa: Mestrado em Ciência da Nutrição
Citação: MOREIRA, Ana Paula Boroni. Interference of omega-3 fatty acids and vitamin E with experimental colon carcinogenesis. 2006. 80 f. Dissertação (Mestrado em Valor nutricional de alimentos e de dietas; Nutrição nas enfermidades agudas e crônicas não transmis) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2006.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2771
Data do documento: 27-Jul-2006
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