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Tipo: Dissertação
Título: Vivências da maternidade tardia, cotidiano e qualidade de vida: a perceptiva feminina, Viçosa, MG
Título(s) alternativo(s): Experiences of late motherhood, daily life and life quality: women perception, Viçosa, MG
Autor(es): Rodrigues, Maria Cristina
Primeiro Orientador: Teixeira, Karla Maria Damiano
Primeiro coorientador: Ribeiro, Rita de Cássia Lanes
Segundo coorientador: Loreto, Maria das Dores Saraiva de
Primeiro avaliador: Bartolomeu, Tereza Angélica
Segundo avaliador: Andrade, Viviane Delfino Albuquerque
Abstract: A sociedade brasileira vive um momento de constantes transformações, e uma delas é a mudança nos padrões e comportamentos familiares, o que pode ser explicado, em parte, pela crescente inserção de mulheres no mercado de trabalho. Administrar trabalho e família trouxe, para as mulheres, um acúmulo de papéis e funções, além de uma das estratégias adotadas para a atenuação do conflito entre diferentes demandas: o adiamento da maternidade para depois dos 35 anos. Esse adiamento é favorecido pelo desenvolvimento das tecnologias reprodutivas, permitindo, assim, as dissociações entre o exercício da sexualidade e a reprodução, podendo-se decidir sobre o momento mais oportuno para a realização da maternidade. Portanto, mulheres que decidiram vivenciar a maternidade tardia enfrentam frustrações e alegrias que trarão conseqüências positivas e, ou, negativas que influenciarão o cotidiano e a sua qualidade de vida e a de suas famílias. Assim, esta pesquisa qualitativa teve como objetivo analisar a percepção de mulheres que tiveram filhos depois dos 35 anos quanto às influências da maternidade tardia sobre o cotidiano feminino e familiar e, conseqüentemente, sobre a qualidade pessoal e de sua família. Especificamente, o objetivo foi fazer uma caracterização socioeconômica e demográfica das mulheres; identificar os motivos que levaram as mulheres a vivenciarem a maternidade tardia; analisar a percepção das mulheres sobre as conseqüências da maternidade tardia para seu cotidiano e de sua família e para a sua qualidade de vida e de sua família. As entrevistadas foram selecionadas de acordo com os critérios da pesquisa, ou seja, mulheres que tiveram o primeiro filho com uma idade mínima de 35 anos em Viçosa, MG, entre os anos de 2000 a 2002, sendo a amostra composta por 11 mulheres. Foram utilizadas pesquisas das fichas do Cadastro de Nascidos Vivos (SINASC) em Viçosa, MG, e pesquisas bibliográficas, além de entrevista baseada em um roteiro semi-estruturado com mulheres que vivenciaram a maternidade tardia. Posteriormente, fez-se a opção pela análise de conteúdo dos depoimentos das entrevistadas para avaliação dos dados. As entrevistadas eram predominantemente casadas, tinham oito anos ou mais de estudo e possuíam renda acima de três salários mínimos. A maioria tinha apenas um filho, nascido de parto cesáreo, e fez sete ou mais consultas de pré-natal. Ao contrário da literatura em questão, a maioria não decidiu adiar a maternidade. Algumas se casaram mais tarde; outras, mesmo casadas, não conseguiam engravidar; e outras adiaram a maternidade por preferirem estar estabilizadas financeiramente para depois se tornarem mães. Como conseqüências negativas, identificaram a falta de tempo pessoal e familiar devido ao acúmulo de tarefas e à dificuldade em engravidar novamente. E, como conseqüências positivas, relataram que acreditavam que tiveram filho no momento certo, por estarem estabilizadas financeiramente e por se sentirem mais seguras emocionalmente. Constatou-se que, apesar da dupla jornada de trabalho e da falta de tempo pessoal e familiar, as mulheres sentiam-se realizadas com a maternidade tardia, pelo fato de se sentirem mais estabilizadas financeiramente e em condições de oferecer melhor qualidade de vida para suas famílias.
The Brazilian siciety is facing constant transformations, one of which is the change in family patterns and behaviors, which can be partly explained by the growing insertion of women in the marketplace. Administering work outside and family chores means an accumulation of roles and functions for women, besides one of the strategies adopted to relieve the conflit between different demands: delaying motherhood until after 35 years of age. This postponement is favored by the development of reproductive technologies which allow the dissociation between sexual activity and reproduction, so that people can decide which is the best moment for motherhood. Thus, women who decide for late motherhood face both frustration and happiness which will bring either positive or negative consequences which will affect their daily life and their own life quality and their family's. So, this qualitative research had the objective of analysing the perception of women who bore children after 35 years of age as to the influences of late motherhood on women's daily life and their family's and, consequently, on personal and family quality. Specifically, the goal was to design a women's socio-economic and demographic characterization ; identify the reasons which lead women to late motherhood; analyze women's perception of late motherhood on their daily life and their family's and on their life quality and their family's. Those interviewed were selected according to the criteria of the research, namely, women who had their first child with the minimum age of 35, in Viçosa, Minas Gerais, from 2000 to 2002, and the sample was composed of 11 women. Researches from the records of the Register of Born Alive (SINASC) in Viçosa, MG were used, as well as bibliographical researches,besides an interview based on a semi-structured model with women who experienced late motherhoood. Later, it was decided to analyze the content of the statements of those interviewed for data evaluation. Most of the interviewed women were married, had studied for at least eight years and their income was above three minimum salaries. Most of them had an only child, were submitted to a Cesarean section, and went to the doctor's office at least seven times for prenatal care. In opposition to the literature here focused, most of them did not choose for late motherhood. Some of them got married late; others, although being married, had difficulties to get pregnant; others postponed motherhood because they decided to get finantial stability before becoming a mother. The negative consequences identified were the lack of time for themselves and for their families due to the accumulation of duties and the difficulty to get pregnant again. They mentioned, as positive consequences, their belief that they had had a child in the right moment because they were finantially stable, and they felt emotionally more secure. It was observed that, despite their full time work and the lack of time for themselves and for their families, the women felt satisfied with late motherhood, because they were finantially more stable and could offer a better life quality for their families.
Palavras-chave: Maternidade tardia
Cotidiano
Qualidade de vida
Late motherhood
Daily life
Life quality
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA DOMESTICA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Economia familiar; Estudo da família; Teoria econômica e Educação do consumidor
Programa: Mestrado em Economia Doméstica
Citação: RODRIGUES, Maria Cristina. Experiences of late motherhood, daily life and life quality: women perception, Viçosa, MG. 2008. 85 f. Dissertação (Mestrado em Economia familiar; Estudo da família; Teoria econômica e Educação do consumidor) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2008.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/3302
Data do documento: 30-Mai-2008
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