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Tipo: Dissertação
Título: Redes Sociais e Maternidade: diferentes vivências em uma instituição de ensino superior
Título(s) alternativo(s): Social Networks and Motherhood: different experiences in a higher education institution
Autor(es): Sousa, íris Ferreira de
Primeiro Orientador: Teixeira, Karla Maria Damiano
Primeiro coorientador: Loreto, Maria das Dores Saraiva de
Segundo coorientador: Bartolomeu, Tereza Angélica
Primeiro avaliador: Silva, Neuza Maria da
Segundo avaliador: Andrade, Viviane Delfino Albuquerque
Abstract: Desde os anos 1960, observa-se uma mudança no padrão do comportamento feminino motivada pelas transformações ocorridas na sociedade e impulsionada pelo movimento feminista. A mulher de classe média ingressa de forma maciça no mercado de trabalho, aumenta seu nível de escolarização e passa a controlar sua vida sexual e reprodutiva. Estas modificações contribuem para uma nova alteração no comportamento feminino, principalmente em relação à fecundidade, com reflexos diretos na estrutura e organização da família. Diante deste contexto, problematizou-se que as redes formadas pelas mulheres que vivenciam a maternidade tardia são construídas e vivenciadas de forma diferente comparativamente àquelas que vivenciam a maternidade mais jovens, em função da estabilidade emocional e financeira, que facilita a administração das diferentes esferas da vida feminina. Neste contexto, questionou-se como as redes de mulheres primíparas antes dos 25 anos e após os 35 anos são formadas? Quais são as diferentes possibilidades e dificuldades na administração de diferentes demandas para as mães jovens e tardias? Esta pesquisa, exploratório-descritiva, utilizou-se de questionário estruturado e entrevista fundamentada em um roteiro semi-estruturado. As entrevistas foram gravadas e as falas transcritas e categorizadas tematicamente. A população foi composta por docentes e funcionárias ativas da Universidade Federal de Viçosa UFV, que foram mães (primíparas), entre os anos de 2000 e 2007, com um recorte de idade antes dos 25 anos e depois dos 35 anos de idade. A amostra foi composta por 46 mulheres que aceitaram participar da pesquisa. Os resultados apontaram que tanto para as mães jovens quanto tardias, a maternidade após os 35 anos não deve ser considerada tardia, sendo que aquelas que optaram pelo adiamento da maternidade estavam satisfeitas com a opção e, em sua maioria, não enfrentaram problemas de saúde. Os problemas apresentados por 14,3%, das mães tardias referiram-se a dificuldades de engravidar, decidindo pela adoção. Entretanto, as mães jovens perceberam a maternidade tardia com maiores limitações, em termos de vigor físico e adaptação da mãe a rotina da criança. No que se refere às redes de apoio social, verificou-se que embora tenham se mostrado importantes para os dois grupos por se constituírem em uma estratégia para a administração de diferentes papeis, demandas e necessidades do trabalho e família, eram construídas de forma diferente, dependendo do momento em que a mulher vivenciou a maternidade. Para o grupo de mães jovens, as redes estabeleceram uma conformação de maior dependência da família para os cuidados e a guarda dos filhos, no momento do trabalho remunerado; enquanto para as tardias esses vínculos se construíram com laços mais fortes entre as instituições formais, que são as creches e babás, bem como as empregadas. As conclusões apontam que as famílias estão mudando em tamanho, tipo e característica, sendo uma organização mais dependente das redes sociais. De forma geral pode-se concluir que as mulheres têm planejado a sua gravidez e a adiado como estratégia para conciliar a interface famíliatrabalho remunerado. As redes de íntimos constituem a principal fonte de apoio para as mães em termos de apoio psicológico e, principalmente, em eventualidades, mesmo quando essas mães possuem condições financeiras de arcar com custos de contratação de empregados e serviços de cuidados e educação infantil. Enfim, as opções por conciliação entre família e trabalho na perspectiva de mães trabalhadoras, apontam para um modelo de conciliação, permeado por tensões e condicionado à efetividade das redes sociais de apoio às famílias.
Since the 1960s, a change in the pattern of female behavior motivated by changes occurring in society and promoted by the feminist movement can be seen. The middle class woman has significantly established herself in the labor market, increased her level of schooling and taken over her sexual life. These changes contribute to a further change in female behavior, mainly in relation to fertility, with direct impacts on the structure and organization of the family. Given this context, problems with the networks formed by women who experience delayed motherhood are constructed and are experienced differently compared to those who experience motherhood at a younger age, depending on emotional and financial stability, which facilitates the administration of the various spheres of female life. Using this context, questions about how networks of primiparous women before the age of 25 and after age 35 were formed? What are the different possibilities and difficulties in managing different demands for young and late mothers? This exploratory and descriptive work used a structured questionnaire and a semi-structured interview. The interviews were taped and transcribed and categorized thematically. The population was composed of teachers and active employees of the Federal University of Viçosa - UFV, who were mothers (primiparae), between 2000 and 2007 with cut off ages of before 25 and after 35. The sample was comprised of 46 women who agreed to participate. The results showed that for both young and late mothers, motherhood after 35 years should not be considered late, and those who opted for the postponement of motherhood were satisfied with the option and, mostly, did not face health problems. The problems presented by 14.3% of mothers referred to difficulties in getting pregnant, and deciding to adopt. However, young mothers perceived late motherhood with greater limitations in terms of physical vigor and the mother s adaption to the child's routine. With regard to social support networks, it was found that although they have been shown to be important for both groups by becoming a strategy for managing different roles, demands and needs of work and family, they were constructed differently, depending on the time in which women experienced motherhood. For the group of young mothers, the network provided a conformation of greater reliance on family for the care and custody of the children during paid work time, while for late mothers these links were built with stronger links between formal institutions, such as nurseries and nannies such as maids. The findings suggest that families are changing in size, type and characteristic, with a greater dependence on social networks. In general we can conclude that women have planned their pregnancy and delayed it as a strategy to reconcile the paid work-family interface. The intimate networks are the main source of support for mothers in terms of psychological support and especially, on occasions, even when these mothers are financially able to afford the costs of hiring and employing care services and child education. Lastly, the options for reconciling family and work from the view of working mothers points to a reconciliation model, permeated by tensions and conditioning the effectiveness of social support networks for families.
Palavras-chave: Maternidade tardia
Trabalho remunerado
Redes de apoio social
Late motherhood
Paid work
Social support networks
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA DOMESTICA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Economia familiar; Estudo da família; Teoria econômica e Educação do consumidor
Programa: Mestrado em Economia Doméstica
Citação: SOUSA, íris Ferreira de. Social Networks and Motherhood: different experiences in a higher education institution. 2010. 127 f. Dissertação (Mestrado em Economia familiar; Estudo da família; Teoria econômica e Educação do consumidor) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2010.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/3377
Data do documento: 30-Jun-2010
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