Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://locus.ufv.br//handle/123456789/3658
Tipo: Dissertação
Título: Produção de álcool combustível a partir de subprodutos da fabricação de cachaça para associação de produtores
Título(s) alternativo(s): Ethanol production using byproducts from the manufacture of sugarcane brandy in association of producers
Autor(es): Bonato Filho, Gilberto Garcia
Primeiro Orientador: Martins, José Helvécio
Primeiro coorientador: Lopes, Roberto Precci
Segundo coorientador: Silva, Juarez de Souza e
Primeiro avaliador: Soares, Sammy Fernandes
Segundo avaliador: Donzeles, Sergio Mauricio Lopes
Abstract: A produção de etanol em grande escala vem sendo questionada por segmentos do mercado internacional, que valorizam mecanismos limpos e sociais na produção de commodities e bioenergia (emprego, renda, fluxo migratório, mudanças climáticas e poluição). Cita-se como exemplo as pressões para a proibição da queima da cana. A produção de etanol em pequena escala por pequenos e médios agricultores pode trazer benefícios que as usinas de grande porte não são capazes de propiciar, tais como o abastecimento de mercados locais e regionais gerando renda e emprego para comunidades carentes e desenvolvimento regional, mão-de-obra familiar permanente, com retorno e investimento no próprio negócio. Com a participação do pequeno e médio agricultor, a oferta do álcool poderia ser mais bem distribuída e desatrelada da posição das grandes usinas, que muita das vezes opta pela produção de açúcar por apresentar maior lucratividade. Sendo assim, neste trabalho objetivou-se realizar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da produção de álcool combustível, a partir da cabeça e cauda da cachaça em associação de produtores. Foram determinados parâmetros de produção desde a colheita da cana até à obtenção do álcool combustível. Com os coeficientes de produção obtidos determinou-se o potencial de produção de álcool combustível de fazenda a partir da cabeça e da cauda em associação de produtores de cachaça na microrregião de Viçosa. O potencial de produção de álcool combustível na fazenda, a partir da cabeça e da cauda da cachaça em associação de produtores, na microrregião de Viçosa, foi determinado a partir dos coeficientes de produção obtidos experimentalmente. Coeficientes técnicos de produção, tais como produtividade de corte, volume de caldo, quantidade de bagaço e de ponta, o volume de cabeça e de cauda , foram determinados a partir dos resultados obtidos no campo. Finalmente, o volume de etanol foi determinado a partir da cabeça e cauda . A análise econômica da produção de álcool combustível foi realizada para quatro casos, que xiiivariaram de acordo com o volume da panela do alambique. Os casos estudados foram para alambiques de 300, 500, 700 e 1.000 litros e os resultados mostraram que a produção de álcool combustível a partir da cabeça e cauda da cachaça em associação de produtores é uma atividade viável. O custo de produção de um litro de álcool para o primeiro ciclo da cana- de-açúcar ficou em torno de R$ 1,00 para todos os casos estudados e R$ 0,70 para o segundo ciclo. Como a comercialização do álcool só pode ser realizada entre associados ou vendido a distribuidores verificou-se, neste estudo, a possibilidade de integrar à associação os taxistas locais para consumo do combustível produzido. Essa opção apresentou, também, resultados positivos para as partes envolvidas no projeto. Finalmente, foi verificada a relação da produção de vinhaça e do restilo com o meio ambiente. O estudo mostrou que, em pequena escala, esta produção não agride o meio ambiente e a quantidade de vinhaça produzida não é um problema ambiental e pode ser utilizada para fertirrigação, alimentação de animais ou ser biodegradadas, com produção de biogás. O restilo, por apresentar poucos compostos biodegradáveis, deve ser tratado quimicamente e reutilizado em operações de limpeza ou como fluido para resfriar o álcool produzido antes de ser lançado no meio ambiente.
Ethanol production on a large scale has been questioned by segments of the international market, which value clean and social mechanisms in the production of commodities and bioenergy (employment, income, migration, climate change and pollution). Pressures to banning the burning of sugar cane are examples. Ethanol production on a small scale by small and medium farmers can bring benefits that large plants are not able to provide, such as supplying local and regional markets, generating income and employment for poor communities and regional development, permanent family manpower, with return on investment and business itself. With the participation of small and medium farmers, the supply of alcohol could be more evenly distributed, regardless of the large plants that frequently opt for sugar production due to its higher profitability. Therefore, this study aimed to analyze the technical, economic and environmental viability of ethanol production from the "head" and "tail" fractions of sugarcane brandy at the association of producers. Production parameters were determined since the sugarcane harvest until obtaining the alcohol fuel. The potential for production of fuel ethanol on the farm, from the "head" and "tail" of sugarcane brandy in producers association, in the micro- region of Viçosa, was determined from the production coefficients obtained experimentally. Technical coefficients of production such as cutting productivity, volume of juice, amount of bagasse and tip, the volume of "head" and "tail", and finally the volume of ethanol from the "head" and "tail" were obtained from data collected in the field. The economic analysis of the production of ethanol was performed for four cases, which varied according to the volume of the pan of the alembic. The cases were alembic with capacity for 300, 500, 700 and 1,000 liters and the results showed that the production of fuel alcohol from the "head" and "tail" of sugar cane brandy producers association is a feasible activity. The cost of producing a liter of alcohol for the first cycle of sugar cane was around $ 0.42 for all cases studied and $ 0.30 for the second cycle. Since the marketing of alcohol can only be made between associated or sold to distributors it was xvfound in this study the possibility of integrating the local taxi drivers association for consumption of the fuel produced. The results of this option were also positive for the parties involved in the project. Finally, it was investigated the relationship of the production of vinasse and wastewaters with the environment. The study showed that small-scale production do not harm the environment and the amount of produced vinasse is not an environmental problem and can be used for fertigation, animal feed or be biodegraded, with biogas production. The wastewaters by presenting a few biodegradable compounds should be chemically treated and reused in cleaning operations, or as fluid for cooling the alcohol produced before being released into the environment.
Palavras-chave: Álcool combustível
Produção
Subprodutos
Cachaça
Ethanol
Production
By-products
Sugarcane
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ENGENHARIA AGRICOLA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Construções rurais e ambiência; Energia na agricultura; Mecanização agrícola; Processamento de produ
Programa: Mestrado em Engenharia Agrícola
Citação: BONATO FILHO, Gilberto Garcia. Ethanol production using byproducts from the manufacture of sugarcane brandy in association of producers. 2013. 116 f. Dissertação (Mestrado em Construções rurais e ambiência; Energia na agricultura; Mecanização agrícola; Processamento de produ) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/3658
Data do documento: 25-Set-2013
Aparece nas coleções:Engenharia Agrícola

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
texto completo.pdf2,13 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.