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Tipo: Tese
Título: Associação da atividade física e de componentes da dieta habitual com estresse oxidativo e outros fatores de risco cardiometabólico em homens de meia-idade
Título(s) alternativo(s): Association of physical activity and components of habitual diet with oxidative stress and other cardiometabolic risk factors in middle- aged men
Autor(es): Cocate, Paula Guedes
Primeiro Orientador: Natali, Antônio José
Primeiro coorientador: Longo, Giana Zarbato
Segundo coorientador: Hermsdorff, Helen Hermana Miranda
Primeiro avaliador: Rosado, Eliane Lopes
Segundo avaliador: Oliveira, Leandro Licursi de
Abstract: A síndrome metabólica (SM) e o estresse oxidativo têm sido reconhecidos como importantes fatores de risco cardiometabólico. Entre os principais fatores de risco comportamentais associados à SM e ao estresse oxidativo destacam- se o estilo de vida sedentário e o padrão alimentar não saudável. Dessa forma, este estudo transversal foi desenvolvido para avaliar a associação da atividade física habitual e de componentes da dieta habitual com fatores de risco cardiometabólico em homens de meia-idade. Dentre os 300 homens servidores da Universidade Federal de Viçosa-MG recrutados, 296 (idade 50,5 ± 3,5 anos e índice de massa corporal 25,8 ± 3,5 kg/m2) completaram todas as etapas do estudo voluntariamente. A atividade física habitual foi avaliada pelo número de passos diários (média de sete dias consecutivos). Variáveis antropométricas (peso, estatura e perímetro da cintura) e clínicas (pressão arterial sistólica e diastólica), a ingestão alimentar habitual (questionário de frequência do consumo alimentar) e o estilo de vida foram avaliados por procedimentos validados. Marcadores metabólicos sanguíneos (perfil glicídico e lipídico), diagnóstico da SM, homeostase da resistência à insulina (HOMA-IR), razão triacilgliceróis e HDL-c e biomarcadores de estresse oxidativo também foram determinados apropriadamente. Verificou-se que a SM, indicadores de adiposidade corporal e resistência à insulina foram significativamente (p< 0,05) inferiores no grupo de indivíduos fisicamente ativos (&#8805; 10.000 passos/ dia) comparado ao grupo não fisicamente ativo (< 10.000 passos/ dia). Além disso, constatou-se que o número de passos foi negativamente associado com adiposidade corporal (ginóide, androide e total) e HOMA-IR, independentemente de fatores de confusão. Em contrapartida, a carga glicêmica da dieta habitual foi positivamente associada com fatores de risco cardiometabólico, como ácidos graxos livres, razão triacilgliceróis/HDL-c e o biomarcador de estresse oxidativo no DNA (8-hidróxi-2 &#769;-deoxiguanosina) entre os participantes fisicamente ativos. Os participantes incluídos no maior tercil de ingestão de carne vermelha (&#8805; 81,5 g/d) apresentaram maior ocorrência de SM, maiores valores de resistência à insulina, de LDL oxidada e da razão triacilgliceróis/HDL-c, em comparação aos indivíduos incluídos no segundo tercil (56,0 a 81,5 g/d) e no primeiro tercil (< 56,0 g/d) de consumo de carne vermelha, independente de variáveis de confusão. Todavia, o maior consumo de frutas, hortaliças e legumes (&#8805; 341,1 g/d) associou-se negativamente com biomarcadores de oxidação em lipídeos (8-iso-prostaglandina F2&#945; e LDL oxidada) e no DNA (8-hidróxi-2 &#769;-deoxiguanosina), após ajuste por variáveis de confusão. Estes resultados apoiam a conclusão de que atividade física habitual e componentes da dieta habitual estão associados com fatores de risco cardiometabólico em homens de meia-idade. De fato, nossos achados indicam que o maior número de passos diários, a maior ingestão de frutas, hortaliças e legumes, bem como, o menor consumo de carnes vermelhas e de dietas de alta carga glicêmica possam ser estratégias importantes na recomendação de hábitos de vida saudáveis para prevenção de fatores de risco cardiometabólico e o estresse oxidativo relacionado.
The metabolic syndrome (MetS) and oxidative stress have been recognized as important cardiometabolic risk factors. Among the major behavioral risk factors associated with MetS and oxidative stress the sedentary lifestyle and unhealthy dietary pattern are noteworthy. Thus, this cross-sectional study was designed to evaluate the association of habitual physical activity as well as some components of the usual dietary intake with cardiometabolic risk factors in middle-aged men. Among 300 male employees of the Federal University of Viçosa-MG who volunteered to take part in this study 296 (age 50.5 ± 3.5 years and body mass index 25.8 ± 3.5 kg/m 2) completed all phases of the study. The habitual physical activity was assessed by the number of steps walked per day (mean of seven consecutive days). Anthropometric (weight, height and waist circumference) and clinical parameters (blood pressure), the usual dietary intake (food frequency questionnaire) and lifestyle were assessed by validated procedures. Blood biochemical parameters (lipid and glycemic profile), diagnosis of MetS, homeostasis of insulin resistance (HOMA-IR), triacylglycerol and HDL-cholesterol ratio and oxidative stress biomarkers were also determined appropriately. It was found that MetS, adiposity indicators and insulin resistance were significantly (p<0.05) lower in the group of physically active (&#8805; 10,000 steps/day) compared to the group not physically active (< 10,000 steps/day). In addition, the number of steps was negatively associated with adiposity (gynoid, android and total) and insulin resistance, regardless the confounding factors. In contrast, the habitual dietary glycemic load was positively associated with cardiovascular risk factors such as free fatty acids, triacylglycerol/ HDL-c ratio and a biomarker of DNA oxidative stress (8-hydroxy- 2'-deoxyguanosine) in physically active individuals. The analysis of meat consumption showed that participants included in the highest tertile of red meat intake (&#8805; 81.5 g/d) had a higher occurrence of MetS, higher insulin resistance, oxidized LDL (lipid peroxidation biomarker) and triglyceride/HDL-c ratio, as compared to individuals included in the second (56.0 to 81.5 g/d) and first (< 56.0 g/d) tertiles of red meat consumption, independent of confounding factors. However, higher consumption of fruits and vegetables (&#8805; 341.1 g/d) was negatively associated with lipid (8-iso-prostaglandin F2&#945; and oxidized LDL) and DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine) oxidation biomarkers after adjustment for confounding factors. These results support the conclusion that the habitual physical activity and some components of the usual dietary intake are associated with cardiometabolic risk factors in middle-aged men. In fact, these data indicate that a higher number of steps per day and fruits and vegetables intake as well as a lower consumption of red meat and diets with high glycemic load may be important strategies to recommend for a healthy lifestyle in order to prevent cardiometabolic risk factors and the related oxidative stress.
Palavras-chave: Atividade física
Dieta habitual
Estresse oxidativo
Fatores de risco cardiometabólico
Physical activity
Usual diet
Oxidative stress
Cardiometabolic risk factors
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Dietética e Qualidade de Alimentos; Saúde e Nutrição de Indivíduos e Populações
Programa: Doutorado em Ciência da Nutrição
Citação: COCATE, Paula Guedes. Association of physical activity and components of habitual diet with oxidative stress and other cardiometabolic risk factors in middle- aged men. 2013. 117 f. Tese (Doutorado em Dietética e Qualidade de Alimentos; Saúde e Nutrição de Indivíduos e Populações) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/386
Data do documento: 16-Dez-2013
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