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Tipo: Dissertação
Título: Resistência de cultivares de batata à requeima
Título(s) alternativo(s): Resistance of potato cultivars to late blight
Autor(es): Duarte, Henrique da Silva Silveira
Primeiro Orientador: Zambolim, Laércio
Primeiro coorientador: Mizubuti, Eduardo Seiti Gomide
Segundo coorientador: Ribeiro Junior, José Ivo
Primeiro avaliador: Rodrigues, Fabrício de ávila
Segundo avaliador: Pádua, Joaquim Gonçalves de
Abstract: A batateira (Solanum tuberosum L.) é cultivada em centenas de países e a batata é o quarto alimento mais consumido no mundo. A produção de batata é limitada por vários fatores, dentre estes, as doenças têm ocupado lugar de destaque. Dentre as doenças que infectam a batata, não só no Brasil, mas em todo o mundo, a requeima causada pelo oomiceto Phytophthora infestans (Mont.) de Bary é considerada uma das mais destrutivas e de maior importância. O uso de cultivares de batata resistentes à requeima é o modo mais econômico de controle da doença. Entretanto, o nível de resistência à requeima das principais cultivares plantadas no Brasil ainda não é conhecido. Este trabalho teve como objetivo determinar o nível de resistência destas cultivares. Foi conduzido um experimento no município de Maria da Fé - MG, localizado no Sul de Minas Gerais, no período de 22 de março a 8 de julho de 2008. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados com 34 tratamentos (cada tratamento foi representado por uma cultivar) com três repetições. A inoculação das plantas do experimento foi feita naturalmente. A produtividade (PROD) foi avaliada pesando-se os tubérculos de todas as plantas de cada parcela. Foi quantificada a severidade da requeima a cada dois dias a partir do surgimento dos primeiros sintomas da doença, utilizando uma escala descritiva. A partir dos dados de severidade foram obtidas as seguintes variáveis epidemiológicas: severidade na metade da epidemia para a cultivar (Y50 CULT); área abaixo da curva de progresso da doença relativa para a cultivar (AACPDR CULT); tempo em dias do primeiro sintoma na cultivar até 100% de severidade (T100 CULT); tempo em dias do primeiro sintoma na cultivar até 50% de severidade (T50 CULT); severidade na metade da epidemia para o experimento (Y50 EXP); área abaixo da curva de progresso da doença relativa para o experimento (AACPDR EXP); tempo em dias do primeiro sintoma no experimento até 100% de severidade (T100 EXP); tempo em dias do primeiro sintoma no experimento até 50% de severidade (T50 EXP), tempo em dias do primeiro sintoma no experimento até 0,5% de severidade (T0,5 EXP); taxa de progresso da doença (r) e severidade máxima (Ymax). Para o agrupamento das cultivares em quatro níveis de resistência à requeima pré- definidos, foi utilizada a distância Euclidiana padronizada como medida de dissimilaridade e a ligação completa como técnica hierárquica aglomerativa. O clone IAC 6090 (Ibituaçu) foi classificado como Resistente (R). As cultivares Aracy, Aracy Ruiva, Colorado e IAPAR Cristina foram classificadas como Moderadamente Resistentes (MR). As cultivares Baraka, Baronesa, BRS Ana, BRS Elisa, Caesar, Catucha, Emeraude, Florice, Itararé, Markies, Melody, Naturella, Soléia e Voyager foram classificadas como Moderadamente Suscetíveis (MS). As cultivares Ágata, Almera, Asterix, Atlantic, Canelle, Chipie, Cupido, Éden, Elodie, Eole, Fontane, Gourmandine, Gredine, Monalisa e Opaline foram classificadas como Suscetíveis (S) à requeima. As cultivares classificadas como resistente e moderadamente resistentes são de ciclo mais tardio, enquanto que a maioria das cultivares classificadas como moderadamente suscetíveis e suscetíveis são mais precoces. Na maioria dos casos, as cultivares mais resistentes à requeima possuem pele mais áspera, enquanto que as mais suscetíveis possuem pele lisa. O nível de resistência à requeima e a duração do ciclo da batata influenciaram a produtividade. A PROD média das cultivares R, MR, MS e S foi de 37,8; 17,6; 15,3 e 7,2 t.ha-1, respectivamente. A Y50 CULT média das cultivares R, MR, MS e S foi de 11,0; 7,3; 9,8 e 16,3%, respectivamente. A AACPDR CULT média das cultivares R, MR, MS e S foi de 25,0; 27,9; 29,4 e 33,3, respectivamente. O T100 CULT médio das cultivares R, MR, MS e S foi de 72,3; 44,8; 34,0 e 29,3 dias, respectivamente. O T50 CULT médio das cultivares R, MR, MS e S foi de 57,6; 33,2; 24,5 e 19,9 dias, respectivamente. A Y50 EXP média das cultivares R, MR, MS e S foi de 8,3; 42,1; 96,5 e 99,8%, respectivamente. A AACPDR EXP média das cultivares R, MR, MS e S foi de 24,3; 47,1; 59,9 e 69,0, respectivamente. O T100 EXP médio das cultivares R, MR, MS e S foi de 76,3; 53,1; 40,9 e 33,6 dias, respectivamente. O T50 EXP médio das cultivares R, MR, MS e S foi de 61,6; 41,5; 31,3 e 24,1 dias, respectivamente. O T0,5 EXP médio das cultivares R, MR, MS e S foi de 22,3; 25,2; 17,8 e 14,2 dias, respectivamente. A r média das cultivares R, MR, MS e S foi de 0,12; 0,26; 0,37 e 0,46, respectivamente. A Ymax média das cultivares R, MR, MS e S foi de 100; 100; 100 e 100%, respectivamente.
Potato (Solanum tuberosum L.) is cultivated in more than 100 countries and it is the fourth most cultivated crop in the world. But some diseases can be limitaing to potato growth. The late blight of potato, caused by oomycete Phytophthora infestans (Mont.) de Bary is one of the most important diseases worldwide. Potato resistance to late blight is the most important control measure, although little emphasis has been done for disease resistance. Due to this reason, the objective of this work was to study the level of resistance of potato cultivars to late blight. Trials were conducted in Maria da Fé, in the southern area of the state of Minas Gerais, from march 22 to July 8 of 2008. The experiment design followed a complete block design with 34 treatments (represented by each cultivar) with three replications. The plants were inoculated naturally. Yield (PROD) was evaluated weigthing all the potato tubers of all the plants in each replication. Late blight severity was evaluated in every two days starting when the first symptoms were visible using a descriptive scale. The following epidemiological variables were obtained: late blight severity when the epidemics reached 50 % of the cycle of the cultivar (Y50 CULT); relative area under disease progress curves for each cultivar (RAUDPC CULT); time in days of the first symptoms of the disease in each cultivar, until the severity reaches 100% of disease severity (T100 CULT); time in days of the fist symptoms of the disease in each cultivar until 50% of disease severity (T50 CULT); late blight severity when it reaches half the epidemic for the experiment (Y50 EXP); relative area under disease progress curves for the experiment (RAUDPC EXP); time in days for the first symptoms in the experiment until 100% of disease severity (T100 EXP); time in days for the first symptoms in the experiment until 50% of disease severity (T50 EXP); time in days for the first symptoms in the experiment until 0.5 % of disease severity (T0.5 EXP); rate of disease progress (r) and maximum disease severity (Ymax). The cultivars were grouped in four pre- determined levels of disease resistance to late blight, defined by the Euclidian distance as a measure of dissimilarity and complete linkage as hierarchical clustering. The clone IAC 6090 (Ibituaçu) was classified as Resistant (R). The cultivars Aracy, Aracy Ruiva, Colorado and IAPAR Cristina were classified as Moderately Resistant (MR); Baraka, Baronesa, BRS Ana, BRS Elisa, Caesar, Catucha, Emeraude, Florice, Itararé, Markies, Melody, Naturella, Soléia and Voyager were classified as Moderatly Susceptible (MS); Ágata, Almera, Asterix, Atlantic, Canelle, Chipie, Cupido, Éden, Elodie, Eole, Fontane, Gourmandine, Gredine, Monalisa and Opaline were classified as Susceptible (S) to late blight. The cultivars classified as resistant and moderately resistant are of long cycles whereas those classified as moderated susceptible and susceptible are in the majority of short cycle. In the great majority of the cases the more resistant cultivars to late blight have rough skin whereas those more susceptible have smooth skin. The level of late blight resistance and the duration of the cycle of the cultivar influenced the potato yield. The average yield of the R, MR, MS and S cultivars were 37.8, 17.6, 15.3 and 7.2 t/ha, respectively. The Y50 CULT average of the R, MR, MS and S cultivars were 11.0, 7.3, 9.8 and 16.3%, respectively. The RAUDPC CULT average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 25.0, 27.9, 29.4 and 33.3, respectively. The T100 CULT average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 72.3, 44.8, 34.0 and 29.3 days, respectively. The T50 CULT average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 57.6, 33.2, 24.5 and 19.9 days, respectively. The Y50 EXP average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 8.3, 42.1, 96.5 and 99.8%, respectively. The AACPDR EXP average of the cultivars R, MR, MS and S were 24.3, 47.1, 59.9 and 69.0, respectively. The T100 EXP average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 76.3, 53.1, 40.9 and 33.6 days, respectively. The T50 EXP average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 61.6, 41.5, 31.3 and 24.1 days respectively. The T0,5 EXP average of the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 22.3, 25.2, 17.8 and 14.2 days, respectively. The average r for the cultivars R, MR, MS and S cultivars were 0.12, 0.26, 0.37 and 0.46, respectively. The average Ymax of the cultivars R, MR, MS and S were 100; 100; 100 e 100%, respectively.
Palavras-chave: Batata
Requeima
Resistência
Fungos fitopatogênicos
Solanum tuberosum
Phytophthora infestans
Potatoes
Late blight
Resistance
Plant pathogenic fungi
Solanum tuberosum
Phytophthora infestans
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOSSANIDADE::FITOPATOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Etiologia; Epidemiologia; Controle
Programa: Mestrado em Fitopatologia
Citação: DUARTE, Henrique da Silva Silveira. Resistance of potato cultivars to late blight. 2009. 61 f. Dissertação (Mestrado em Etiologia; Epidemiologia; Controle) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2009.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/4370
Data do documento: 16-Fev-2009
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