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Tipo: Tese
Título: Implantação de íons de prata em aço inoxidável e infecção fágica para o controle de adesão e formação de biofilmes bacterianos na indústria de alimentos
Título(s) alternativo(s): Implantation of silver ion in stainless steel and phage infection to control of bacterial adhesion and biofilm formation in food industry
Autor(es): Novello, Junia Cápua de Lima
Primeiro Orientador: Andrade, Nélio José de
Primeiro coorientador: Ferreira, Sukarno Olavo
Segundo coorientador: Coimbra, Jane Sélia dos Reis
Primeiro avaliador: Pinto, Cláudia Lúcia de Oliveira
Segundo avaliador: Carvalho, Antônio Fernandes de
Terceiro avaliador: Azeredo, Joana Cecília Valente de Rodrigues
Abstract: A adesão e a formação de biofilme bacterianos em superfícies de contato com alimentos, além de contaminar o produto durante o processamento, o que pode resultar em corrosão de superfícies de equipamentos e bloqueio de tubulações, pode também ocasionar doenças de origem alimentar, o que acarreta em perdas econômicas e, principalmente, em problemas de saúde pública. Os objetivos deste trabalho foram avaliar a capacidade de adesão de Listeria monocytogenes CECT 4031T em superfícies de aço inoxidável austeníticos (AISI 304) e ferríticos (AISI 430) implantadas com íons Ag+1; estudar a formação de biofilmes de L. monocytogenes (estirpes 747 e 994) em cultura simples e mista com células de Pseudomonas fluorescens ATCC 27663 em aço inoxidável austenítico AISI 304, acabamento no 4 e o biocontrole do biofilme de L. monocytogenes 747 em cultura mista com P. fluorescens ATCC 27663 por meio da infecção com bacteriófago &#981;IBB-PF7A. Íons Ag+1 foram implantados em aço inoxidável austenítico AISI 304 e ferrítico AISI 430, acabamentos no 2B, 4, 6 e 8, com a energia de 200 keV, e em aço inoxidável austenítico AISI 304, acabamento no 2B, com a energia de 70 keV. A profundidade dos íons Ag+1, composição química, hidrofobicidade, qualitativa e quantitativa, e rugosidade para as superfícies de aço inoxidável foram avaliadas por espectrometria de retroespalhamento de Rutherford (RBS), espectroscopia fotoeletrônica de raio-X (XPS), ângulo de contato e microscopia de força atômica, respectivamente. Avaliaram-se as hidrofobicidades qualitativa e quantitativa das estirpes bacterianas, L. monocytogenes e P. fluorescens. Utilizou-se a técnica de fluorescência de hibridização in situ de peptídeo de ácidos nucleicos (PNA Fish) para a avaliação do biofilme de L. monocytogenes 747, em cultura simples ou mista com P. fluorescens, antes ou após infecção com bacteriófago &#981;IBB-PF7A. Os íons Ag+1 implantados com energia de 200 keV apresentaram profundidade média de 25 nm e, quando implantados com energia de 70 keV, estes íons encontraram-se mais superficiais, com uma profundidade média de 15 nm. As análises de XPS confirmaram a presença da prata nas superfícies implantadas. Observou-se diferença significativa (p < 0,05) de rugosidade (Ra e Rz) entre as superfícies de aço inoxidável. O aço inoxidável AISI 430, acabamento no 4, com íons Ag+1, apresentou maior rugosidade e o aço inoxidável AISI 430, acabamento no 8, com e sem íons Ag+1, menor. Após a implantação de Ag+1, houve redução significativa (p < 0,05) dos ângulos de contato com a água (&#952;w) e variações da energia livre de interação entre superfícies iguais imersas em água (&#916;G TOT SWS). O aço inoxidável AISI 430, acabamento no 8, sem íons Ag+1 implantados, apresentou maior hidrofobicidade (- 64,67 mJ.m-2). O número de células de L. monocytogenes CECT 4031T aderidas nos materiais avaliados variou significativamente (p < 0,05), com menor valor para o aço inoxidável AISI 304, acabamento no 2B, com prata implantada a 70 keV (2,63 ± 0,32 log CFU.cm-2). Não houve concordância entre o número de células aderidas de L. monocytogenes CECT 4031T e a variação da energia livre total de interação (&#916;G adesão). Não se constatou relação direta entre o número de células aderidas e a rugosidade das superfícies de aço inoxidável. As células de L. monocytogenes e P. fluorescens apresentaram-se hidrofílicas. A maior variação de energia livre total de interação foi observada para P. fluorescens (- 27,91 mJ.m-2). L. monocytogenes 747 e 994, em cultura simples, apresentaram capacidade de adesão a 4 ºC e de formar biofilme a 25 ºC e a 37 ºC em aço inoxidável AISI 304, acabamento no 4. Observou-se que houve diferença significativa (p < 0,05) no número de células viáveis em biofilmes simples de P. fluorescens , nas temperaturas avaliadas, com as contagens de 7,26 log CFU.cm-2 a 25 ºC e a 5,26 log CFU.cm-2 a 37 ºC. O número de células viáveis para as bactérias avaliadas, nas formas planctônicas ou em biofimes simples, diminui (p < 0,05), após contato com o bacteriofago &#981;IBB-PF7A, em 5,5 ciclos logarítmos, após 6 h, e em 2,03 ciclos logarítmos, após 24 h. Houve redução significativa (p < 0,05) no número de células viáveis de P. fluorescens, em biofilme misto com L. monocytogenes 747, após 6 h de contato com bacteriófago (5,6 ciclos logaritmos). Entretanto, a redução do número de células de P. fluorescens (2,19 ciclos logarítmos) não foi significativa (p > 0,05), após 24 h. A partir deste tempo, houve aumento da população, o que foi atribuído à resistência bacteriana ao bacteriófago, possivelmente iniciada em células planctônicas. Nas imagens de microscopia de epifluorescência observou-se que L. monocytogenes 747 e para P. fluorescens aderiu e formou biofilme nas superfícies de vidro, em cultura simples e mistas, a 25 ºC. Observou-se também que a estrutura do biofilme continha células de P. fluorescens e L. monocytogenes 747, com formação de uma monocamada mista. A implantação de íons Ag+1 propiciou redução no número de células aderidas de L. monocytogenes em aço inoxidável. A infecção fágica ocasionou a redução, no tempo inicial, do número de células aderidas de L. monocytogenes e P. fluorescens em biofilmes. Este trabalho mostra-se como um importante passo na pesquisa de novas tecnologias que podem ser empregadas para reduzir ou impedir a adesão e a formação de biofilmes bacterianos.
The bacterial adhesion and biofilm formation on food contact surfaces can lead to the increased in corrosion of equipment surfaces and pipes blockage. Moreover, it can also cause foodborne illness, which results in economic losses, and, especially, in public health problems. The aims of this work were to evaluate the adhesion of Listeria monocytogenes CECT 4031T on the austenitic stainless steel (AISI 304) and ferritic (AISI 430) surfaces implanted with Ag+1 ions; study the biofilm formation of L. monocytogenes (strains 747 and 994) in single and mixed culture with cells of Pseudomonas fluorescens ATCC 27663 on austenitic stainless steel surfaces, AISI 304, finishing #4, in the biofilm and; study the biocontrol of L. monocytogenes 747 in mixed culture with P. fluorescens ATCC 27663 by infection with bacteriophage &#981;IBB PF7A. Ag+1 ions were implanted in austenitic stainless steel, AISI 304, and ferritic surfaces, AISI 430, finishing #2B, 4, 6 and 8, with the energy of 200 keV, and austenitic stainless steel, AISI 304, finish #2B, with the energy of 70 keV. The depth of Ag+1 ions, chemical composition, hydrophobicity (qualitative and quantitative), and roughness for stainless steel surfaces were evaluated by Rutherford backscattering spectrometry (RBS) spectroscopy, X-ray photoelectron (XPS), contact angle and atomic force microscopy, respectively. Qualitatively and quantitatively hydrophobicity for bacterial strains, L. monocytogenes and P. fluorescens, were also evaluated. The technique of fluorescence in situ hybridization of peptide nucleic acids (PNA Fish) was used to study the biofilm formation ability of L. monocytogenes 747 in single or mixed culture with P. fluorescens, before or after infection with bacteriophage- &#981;IBBPF7A. The results showed that Ag+1 ions implanted with energy of 200 keV presented an average depth of 25 nm and, when implanted with energy of 70 keV, these ions were found shallower, with an average depth of 15 nm. Additionally, the XPS analyzes confirmed the presence of silver in the implanted surfaces. There was significant difference (p < 0.05) between the roughness surfaces of stainless steel (Ra and Rz). Ferritic stainless steel, AISI 430, finishing # 4, with Ag+1 ions showed highest roughness and ferritic stainless steel, AISI 430, finishing #8, with and without Ag+1 lowest. After implantation of Ag+1, it was possible to observe a significant reduction on values of the contact angles with water (&#952;w) (p < 0.05) and alterations on the free energy of interaction between identical surfaces immersed in water (&#916;G TOT SWS). Ferritic stainless steel, AISI 430, finishing #8, without Ag+1 ions implanted, showed highest values of hydrophobicity (- 64.67 mJ.m-2). The number of L. monocytogenes CECT 4031T cells adhered proved to be materials dependents (p < 0.05), with lowest values for stainless steel, AISI 304, finishing #2B, with silver implanted at 70 keV (2.63 ± 0.32 log CFU.cm-2). Furthermore, there was no correlation between the number of adhered cells of L. monocytogenes CECT 4031T and the variation of the total free energy of interaction (&#916;G). Important is to emphasize that no direct relationship was observed between the number of adhered cells and the roughness of the surfaces of stainless steel. L. monocytogenes and P. fluorescens cells shown to be hydrophilic, and the greatest variation in total free energy of interaction was observed for P. fluorescens (- 27.91 mJ.m-2). L. monocytogenes 747 and 994, in single culture, were able to adhere at 4 °C and formed biofilms at 25 °C and 37 ºC in stainless steel AISI 304, finishing #4. Moreover, there was significant difference (p < 0.05) in the number of viable cells in single biofilms of P. fluorescens under the tested temperatures measured with scores of 7,26 log CFU.cm-2 ,at 25 ºC, and 5,26 log CFU.cm-2, at 37 ºC. The number of viable bacteria cells measured in planktonic forms or single biofimes decreased (p < 0.05) after contact with the &#981;IBB-PF7A bacteriophage, reaching 5.5 log reduction, after 6 h, and 2.03 log reduction, after 24 h. In mixed biofilms with L. monocytogenes 747, it was also observed a reduction in the number of P. fluorescens viable cells (p < 0.05), after 6 h with phage contact, reaching 5.6 log reduction. However, after 24 h, the reduction in the number of P. fluorescens cells was not significant (p > 0.05) (2.19 log reduction). From this time, there was an increase of population, which can be attributed to bacterial resistance to phage, possibly initiated during planktonic cells lifestyle. Epifluorescence microscopy images allow us to confirm that both L. monocytogenes 747 and P. fluorescens were able to form biofilms on glass surfaces in single and mixed culture at 25 °C. It was also observed that the structure of biofilm of P. fluorescens and L. monocytogenes 747 consists of a monolayer of cells with a mixture of both microorganisms. Important is to highlight that the Ag+1 ion implantation is a causative agent able for reducting the number of adhered cells of L. monocytogenes to stainless steel. In the initial time, phage infection was able to cause a reduction on the number of adhered cells of L. monocytogenes and P. fluorescens in biofilms. So, this work presents itself as an important step in researching new technologies that can be employed to reduce or prevent bacterial adhesion and biofilms formation.
Palavras-chave: Adesão bacteriana
Biofilme
Rugosidade
Tensão interfacial
Implantação de íons
Bacterial adhesion, biofilm
Roughness
interfacial tension
Ion Implantation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS::CIENCIA DE ALIMENTOS
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Ciência de Alimentos; Tecnologia de Alimentos; Engenharia de Alimentos
Programa: Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Citação: NOVELLO, Junia Cápua de Lima. Implantation of silver ion in stainless steel and phage infection to control of bacterial adhesion and biofilm formation in food industry. 2012. 134 f. Tese (Doutorado em Ciência de Alimentos; Tecnologia de Alimentos; Engenharia de Alimentos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2012.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/466
Data do documento: 2-Mai-2012
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