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Tipo: Dissertação
Título: Características morfogênicas e estruturais e acúmulo de forragem do capim-tanzânia submetido a intensidades e freqüências de corte
Título(s) alternativo(s): Morpho-structural characteristics and forage accumulation of Tanzania grass subjected to different cutting intensities and frequencies
Autor(es): Pena, Karine da Silva
Primeiro Orientador: Nascimento Júnior, Domicio do
Primeiro coorientador: Euclides, Valéria Pacheco Batista
Segundo coorientador: Silva, Sila Carneiro da
Primeiro avaliador: Sbrissia, André Fischer
Segundo avaliador: Fonseca, Dilermando Miranda da
Abstract: Este experimento foi conduzido em área do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, MG, e teve início no dia 17.12.2004, estendendo-se até 08.04.2005. O objetivo foi avaliar as características morfogênicas e estruturais e o acúmulo de forragem do capim Panicum maximum cv. Tanzânia submetido a intensidades e freqüências de corte. Avaliaram-se duas alturas (25 e 50 cm) e três intervalos entre cortes (correspondentes ao período de tempo necessário para o surgimento de duas, três e quatro folhas por perfilho). Os tratamentos corresponderam à combinação entre os níveis desses dois fatores, os quais foram alocados às unidades experimentais (parcelas) segundo um arranjo fatorial 2 x 3 e um delineamento de blocos completos casualizados com três repetições. As seguintes variáveis-resposta foram avaliadas: altura do dossel, características morfogênicas e estruturais de perfilhos, demografia do perfilhamento e taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos, peso de perfilhos, acúmulo de matéria seca e composição morfológica da forragem acumulada. A taxa de aparecimento de folhas (TApF) diminuiu com a redução da freqüência de desfolhação, e o filocrono (FIL) aumentou. De forma geral, o comprimento final da folha (CFF) foi menor na altura de corte de 25 cm que na de 50 cm. Isso porque cortes mais baixos resultaram em diminuição do comprimento da bainha foliar, provavelmente em conseqüência de redução na fase de multiplicação celular, acarretando em menor comprimento final da folha (CFF). Foi observada uma tendência de maiores valores da taxa de alongamento de colmos (TAlC) na altura de corte de 50 cm em relação à de 25 cm, e esse aumento pode ter sido responsável pela diferença observada em altura de pré-desfolhação entre as alturas de corte avaliadas. Houve tendência de menor TAlC para a freqüência de cortes de duas folhas surgidas por perfilho, apesar de não terem sido registradas diferenças entre as freqüências avaliadas, conseqüência da alta variabilidade associada a esse tipo de medição. O balanço entre taxa de alongamento de folhas (TAlF) e TAlC gera alterações na relação lâmina-colmo (RLC). A escolha da combinação adequada de intensidade e freqüência de desfolhação deve visar também manter uma RLC alta. A taxa de senescência de folhas (TSF) e a TAlC apresentaram tendência de aumento quando a freqüência variou de duas para três folhas surgidas por perfilho. Pode-se dizer, então, que o corte poderia ser feito entre duas e três folhas surgidas por perfilho, situação em que o acúmulo de matéria seca parece ter sido modificado, passando para um maior acúmulo de colmos e de material morto. Houve uma relação inversa entre a TApF e a TSF, mantendo certo equilíbrio no número de folhas vivas por perfilho (NFV). O NFV é influenciado pela TApF e pela duração de vida das folhas (DVF). A DVF foi menor na altura de corte de 25 cm que na de 50 cm, sugerindo maior renovação de tecidos sob condições de cortes mais severos. A taxa de alongamento de folhas (TAlF) diminuiu com a redução na freqüência de cortes. O efeito da desfolhação sobre a TAlF parece estar mais relacionado à interação da intensidade de corte com a disponibilidade de compostos orgânicos para recomposição da área foliar. Corroborando o que já foi reportado por alguns autores de que a IL de 95% pelo dossel ocorre com altura próxima de 70 cm, o que neste experimento, nessa altura, correspondeu ao surgimento de duas folhas por perfilho, quando houve o maior balanço positivo entre alongamento de folhas e senescência, associado a um menor alongamento de colmos. De forma geral, o peso dos perfilhos (PP) das parcelas cortadas a 25 cm foi menor que aqueles das cortadas a 50 cm. Os perfilhos aumentaram de peso à medida que o período de rebrotação se prolongou, exceto na combinação de duas folhas surgidas por perfilho e 25 cm de altura de corte, que resultou em peso relativamente uniforme dos perfilhos. Tal fato foi decorrente do aparecimento e alongamento de folhas, o que apresentou aumento no acúmulo de lâminas foliares. Essa combinação de maior freqüência e maior intensidade de corte pode controlar o alongamento e acúmulo de colmos, resultando em estabilidade no PP. Os valores de densidade populacional de perfilhos (DPP) aumentaram do início do período experimental até certo ponto, quando começaram a diminuir. No início do período de rebrotação, o interior do dossel recebe maior quantidade e qualidade de luz, o que faz que a DPP aumente. Mas, com o aumento do período de rebrotação e início da competição por luz no dossel, ocorrem elevação na TSF e na TAlC e diminuição na TApF e na taxa de aparecimento de perfilhos (TApP), levando a um queda na DPP. O único tratamento que não se comportou dessa maneira foi o da altura de corte de 50 cm e quatro folhas surgidas por perfilho, apresentando aumento em DPP ao final do período experimental, devido ao aumento na taxa de aparecimento de perfilhos aéreos (TApPA) e, conseqüentemente, do peso e do número dos perfilhos aéreos. Não houve diferença entre as alturas de corte de 25 e 50 cm quanto à DPP. Foi observado aumento na taxa de mortalidade de perfilhos (TMoP) ao longo do período de avaliação. As altas TMoP e TApP caracterizaram um padrão intenso de renovação (turnover) da população de perfilhos. A TApP e a taxa de aparecimento de perfilhos basilares (TApPB) diminuíram ao longo do período experimental, já a TApPA aumentou. A TApF foi elevada no início do período experimental, quando as condições de crescimento eram adequadas, sendo reduzida com o passar do tempo com a realização do experimento. Comportamento semelhante foi observado na TApP. Quanto à taxa de sobrevivência de perfilhos (TSoP), observou-se o mesmo comportamento da TMoP, entretanto de forma inversa. A altura de pré-desfolhação diminuiu com o aumento na freqüência de corte, e a matéria seca total também teve tendência de ser maior nas menores freqüências de corte. O acúmulo de colmos só variou entre as alturas de corte no corte II e, nas freqüências de corte, foi menor nas duas folhas, em comparação com três e quatro folhas surgidas por perfilho, também no mesmo corte. Os dados indicam que o intervalo de cortes do capim-tanzânia não deve exceder o tempo necessário para o aparecimento de duas a três folhas por perfilho.
The experiment was conducted in an area of the Animal Science Department, at the Federal University of Viçosa - UFV, MG, from 17/12/2004 to 08/04/2005, with the objective of evaluating morpho-structural characteristics and forage accumulation of Panicum maximum cv. Tanzania under different cutting intensities and frequencies. Two heights (25 and 50 cm) and three intervals between cuttings (corresponding to time interval necessary for the emergence of two, three and four leaves per tiller). The treatments consisted of a combination of levels of these two factors, arranged in a 2x3 factorial, complete randomized block design, with three replications. The following response variables were evaluated: canopy height, morpho-structural characteristics of tillers, tiller demography and emergence rates, tiller mortality and survival, tiller weight, dry matter accumulation and morphological composition of the accumulated forage. Leaf emergence rate (TApF) decreased with the reduction of defoliation frequency, whereas the phyllochron (FIL) increased. Overall, the final leaf length (CFF) was shorter for the cutting height of 25 cm than for 50 cm. This is because lower cuttings resulted in decreased leaf sheath length, a probable consequence of the reduction in the phase of cell multiplication, leading to a shorter final leaf length (CFF). There was a tendency towards higher rates of stem elongation (TAlC) for the cutting height of 50 cm compared to 25 cm, and this increase might have been responsible for the difference found in pre-defoliation height between the evaluated cutting heights. There was a tendency towards lower TAlC for the cutting frequency of two emerged leaves per tiller, although no differences were found among the tested frequencies, which is a consequence of the high variability associated with this type of measurement. The balance between leaf elongation rate (TAlF) and TAlC causes changes in the leaf blade-stem ratio (RLC). The choice of the appropriate combination of intensity and defoliation frequency should also seek to maintain a high RLC. The leaf senescence rate (TSF) and TAlC showed tendency towards increase when the frequency varied from two to three emerged leaves per tiller. It can be said, then, that the plants could be cut between two and three emerged leaves per tiller, in which case the dry matter accumulation seems to have been changed, leading to a greater accumulation of stems and dead material. There was an inverse relationship between TApF and TSF, maintaining a certain balance in the number of live leaves per tiller (NFV). NFV is affected by TApF and by the leaf life span (DVF). DVF was shorter for the cutting height of 25 cm than for 50 cm, suggesting higher tissue turnover in conditions of more severe cuttings. Leaf elongation rate (TAlF) decreased with the reduction in cutting frequency. The effect of defoliation on TAlF seems to be more related to the interaction of cutting intensity with the availability of organic compounds for leaf area recovery. Corroborating what was already reported by some authors that the IL of 95% for the canopy occurs with height about 70 cm, which in this experiment, this height, corresponded to the emergence of two leaves per tiller, when occurred the biggest positive balance between leaf elongation and senescence, associated to a shorter stem elongation. In general way, the weight of the tillers (PP) cut on parcels of 25 cm was shorter than those cut on 50 cm. The tillers increased its weight according to the prolongation of the resprout period, except for the combination of two leaves appeared per tiller and 25 cm of cutting height, which resulted in weight relatively uniform of the tillers. Such fact was due to emergence and leaf elongation that presented an increase of leaf blade accumulation. This combination of higher frequency and higher cutting intensity can control the stem elongation and accumulation, resulting in stability in the PP. The values of tiller population density (DPP) increased from the beginning of the experimental period until certain point, when they started to decrease. At the beginning of the resprout period, the interior of the canopy receives greater amount and quality of light, which makes the DPP increase. However, with the increase of the resprout period and the beginning of the competition for light in the canopy, occurs an increase in the TSF and the TAlC, and a decrease in the TApF and the tiller emergence rate (TApP), leading to a decrease in the DPP. The only treatment that did not hold in this way was the cutting height of 50 cm and four leaves appeared per tiller, presenting even an increase in DPP at the end of the experimental period due to the increase of the aerial tiller emergence rate (TApPA) and, consequently, the increase of the weight and the number of the aerial tillers. There was no difference between the cutting heights of 25 and 50 cm in relation to the DPP. An increase of the tiller mortality rate (TMoP) was observed throughout the period of evaluation. The high TMoP and TApP characterized an intense standard of the tiller population renewal (turnover). The TApP and the basal tiller emergence rate (TApPB) decreased throughout the experimental period, but the TApPA increased. The TApF was high at the beginning of the experimental period, when the growth conditions were adjusted, however it reduced after some time with the accomplishment of the experiment. A similar behavior was observed for TApP. In relation to the tiller survival rate (TSoP) the same behavior as in TMoP was observed, however in an opposite way. The pre-defoliation height decreased with the increase of cutting frequency and the total dry matter also tended to be higher in the shorter cutting frequencies. The stem accumulation only varied between the cutting heights in cut II and, for the cutting frequencies, was shorter for two leaves in comparison to three and four leaves appeared per tiller, also in the same cut. The data suggest that the cutting intervals for the Tanzania grass must not exceed the necessary time for the appearance of two to three leaves per tiller.
Palavras-chave: Freqüência
Intensidade
Morfogênese
Perfilho
Frequencies
Intensity
Morphogenesis
Tiller
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ZOOTECNIA::PASTAGEM E FORRAGICULTURA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul
Programa: Mestrado em Zootecnia
Citação: PENA, Karine da Silva. Morpho-structural characteristics and forage accumulation of Tanzania grass subjected to different cutting intensities and frequencies. 2007. 119 f. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2007.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/5850
Data do documento: 20-Mar-2007
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