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Tipo: Dissertação
Título: Comportamento de eucalipto submetido a manejos de Urochloa spp
Título(s) alternativo(s): Behavior of eucalypt submitted to management of Urochloa spp
Autor(es): Ferreira, Giselle Lima
Primeiro Orientador: Ferreira, Lino Roberto
Primeiro coorientador: Oliveira Neto, Silvio Nolasco de
Segundo coorientador: Mattiello, Edson Marcio
Primeiro avaliador: Machado, Aroldo Ferreira Lopes
Segundo avaliador: Paiva, Haroldo Nogueira de
Abstract: A interferência das espécies Urochloa brizantha e Urochloa decumbens pode causar danos irreversíveis as plantas de eucalipto. Com isso, torna-se necessário manejá-las corretamente a fim de favorecer crescimento da cultura. Neste trabalho, objetivou-se avaliar o crescimento inicial, as características silviculturais, as características fisiológicas, os teores de nutrientes nas folhas e a atividade microbiológica da rizosfera do eucalipto submetido a métodos de controle das espécies de Urochloa. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em DBC com cinco repetições, no esquema fatorial (5 x 2) +1, sendo cinco manejos de Urochloa spp. (sem controle; controle químico mantendo os resíduos da capina no vaso; controle químico retirando os resíduos da capina do vaso; controle mecânico mantendo os resíduos da capina no vaso e controle mecânico retirando os resíduos da capina do vaso), duas espécies de plantas daninhas (U. brizantha e U. decumbens) e uma testemunha (eucalipto isento de planta daninha). As unidades experimentais consistiram de vasos de 110 dm3 com uma planta de eucalipto e dez plantas de U. brizantha ou de U. decumbens, 50 plantas m-2. O crescimento do eucalipto foi mensurado a cada 10 dias por meio da altura de planta (cm) e do diâmetro do coleto (mm). Aos 18, 38, 48 e 105 dias após o transplantio (DAT) avaliou-se a taxa fotossintética, a taxa transpiratória, o consumo de CO2, a condutância estomática, a eficiência do uso de água, a concentração de CO2 interno, a razão entre as concentrações de carbono interno e de carbono atmosférico e a temperatura foliar. Após 107 DAT, coletaram-se separadamente folhas, caule, ramos e o sistema radicular do eucalipto para a determinação da matéria seca e área foliar. Amostras foliares do eucalipto também foram coletadas para a determinação dos teores de nutrientes e solo rizosférico para determinação da atividade microbiológica. Os resultados foram submetidos ao teste Dunnett, a 5% de probabilidade, sendo que apenas o manejo apresentou significância para as variáveis silviculturais, fisiológicas, taxa respiratória basal e o carbono da biomassa microbiana. Para a análise de nutrientes e quociente metabólico observou-se interação significativa para manejos e espécies. As plantas de eucalipto em competição apresentaram estagnação do diâmetro do coleto aos 20 DAT e decréscimos nas taxas fotossintéticas aos 48 DAT, indicando a necessidade da realização dos controles, que foram realizados aos 50 DAT. A altura de plantas não foi afetada pela presença das espécies competidoras até o momento do controle controle, porém, após o mesmo os tratamentos onde houve controle químico (mantendo ou retirando os resíduos da capina das espécies de Urochloa do vaso) e no tratamento onde houve controle mecânico mantendo os resíduos da capina das Urochloa spp. no vaso, o eucalipto apresentou maior ganho em altura, diferindo dos demais manejos e da testemunha. A convivência das espécies de Urochloa por 107 dias afetou o diâmetro do coleto, influenciando negativamente na matéria seca do eucalipto. O mesmo foi observado para a aérea foliar e taxa fotossintética e teores foliares de nitrogênio, manganês e ferro das plantas de eucalipto. Na presença de U. brizantha, o eucalipto apresentou menores teores foliares de fósforo para os manejos químicos, mantendo ou retirando os resíduos da capina dos agentes competidores, e maiores teores foliares de cobre no tratamento químico, mantendo os resíduos da capina de Urochloa spp. no vaso. Não houve impacto significativo na atividade da microbiota do solo pelos manejos. Conclui-se que a presença das espécies de Urochloa, por 107 dias, afetou negativamente as variáveis silviculturais e fisiológicas. Não observou-se diferenças entre os manejos químico e mecânico, mantendo ou retirando os resíduos da capina das espécies de Urochloa, evidenciando que todos os controles se mostraram eficientes e não causaram distúrbios aos micro-organismos da rizosfera do eucalipto.
The interference of the species Urochloa brizantha and Urochloa decumbens can cause irreversible damages to eucalypts plants. With this, it is necessary to handle them correctly in order to favor the growth of the culture. In this study, the objective was to evaluate the silvicultural and physiological characteristics, the levels of nutrients in the leaves, and the microbiological activity of the eucalypts rhizosphere, submitted to methods of control of the Urochloa species. The experiment was conducted in a protected environment, used a randomized outline with five repetitions, in a factorial scheme (5 x 2) +1, with five groups of Urochloa spp (no control; chemical control maintain the waste of weeds in the pot; chemical control removing the waste of weeds from the pot; mechanical control maintaining the weed waste in the pot; and mechanical control removing the weed waste from the pot), two species of weed plants (U. brizantha e U. decumbens) and a control (eucalypts without a weed plant). The experimental units had pots with 110 dm3 with one plant of eucalypts and 10 plants of U. brizantha or of U. decumbens, 50 plants -2. The growth of eucalypts was measured every 10 days using the height of the plant (cm) and root collar diameter. At the days 18, 38, 48 and 105, after the transplanting (DAT), the photosynthetic level, the transpiration level, the consumption of CO2, the stomatal conductance, the efficiency in the use of water, the concentration of internal CO2, the ratio between the concentrations of internal carbon and of atmospheric carbon, and the leaf temperature were evaluated. After 107 DAT, leaves, stem, branches and the root system of the eucalyptus were collected separately for the determination of dry matter and of the foliar area. Foliar samples of the eucalypts were also collected for the ascertainment of the level of nutrients and ground rhizosphere for the ascertainment of the microbiological activity. The results were submitted to the Dunnett test, with a 5% probability and only the management had significant relevance for the silvicultural, physiological, basal respiratory level, and the microbiological biomass carbon variables. The eucalypts plants in competition presented stagnation in the root collar diameter at 20 DAT and decreasing photosynthetic levels at 48 DAT, indicating the necessity of controls, made at 50 DAT. The height of the plants was not affected by the presence of the competitor species until the control, however, after the control the treatments where there was chemical control (keeping or removing the residues of weeds of the species Urochloa in/from the pot) and in the treatment where there was mechanical control keeping the weed residues of Urochloa spp. in the pot, the eucalypts presented greater increase in height, deferring from the other arrangements and the control. Living with the species Urochloa for 107 days affected the root collar diameter, influencing negatively in the dry matter of the eucalypts. The same was observed for the foliar area, photosynthetic level and foliar levels of nitrogen, manganese and iron of the eucalypts plants. In the presence of U. brizantha, the eucalypts presented smaller foliar levels of phosphorus for the chemical management, keeping or removing the weed residues of the competitor agents, and higher foliar levels of copper in the chemical treatment, keeping the weed residues of Urochloa spp. in the pot. There was no significant impact in the microbiota of the soil because of the plants. One concludes that, the presence of the species Urochloa, for 107 days, affects the silvicultural and physiological variables negatively. A difference between chemical and mechanical management of the plants was not observed, maintaining or not weed residue in the pot. This shows that all of the controls were effective and did not cause disturbances to micro-organisms of the eucalypts.
Palavras-chave: Planta daninha
Controle químico
Controle mecânico
Urochloa (syn. Brachiaria)
Weed
Control chemist
Mechanical control
Urochloa (syn. Brachiaria)
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOTECNIA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Plantas daninhas, Alelopatia, Herbicidas e Resíduos; Fisiologia de culturas; Manejo pós-colheita de
Programa: Mestrado em Fitotecnia
Citação: FERREIRA, Giselle Lima. Behavior of eucalypt submitted to management of Urochloa spp. 2013. 65 f. Dissertação (Mestrado em Plantas daninhas, Alelopatia, Herbicidas e Resíduos; Fisiologia de culturas; Manejo pós-colheita de) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2013.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/4620
Data do documento: 29-Jul-2013
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