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Tipo: Tese
Título: Condicionantes do desempenho exportador de micro, pequenas e médias empresas da região Sul de Minas Gerais
Título(s) alternativo(s): Conditions for micro, small and medium-sized enterprises export performance in the south region of the state of Minas Gerais
Autor(es): Carvalho, Heloisa Rosa
Primeiro Orientador: Gomes, Marília Fernandes Maciel
Primeiro coorientador: Carvalho, Fátima Marília Andrade de
Segundo coorientador: Lima, João Eustáquio de
Primeiro avaliador: Silveira, Suely de Fátima Ramos
Segundo avaliador: Calegário, Cristina Lelis Leal
Terceiro avaliador: Rosado, Patrícia Lopes
Abstract: O desafio macroeconômico de ampliação da base exportadora brasileira requer maior participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Essas firmas têm sido crescentemente reconhecidas devido ao seu papel de representar a grande maioria das empresas do país e as principais na geração de emprego e renda. Entretanto, são muitas as dificuldades enfrentadas pelas empresas de menor porte para ingressar e, principalmente, manter-se no mercado externo. Assim, buscou-se, neste estudo, identificar os fatores condicionantes da competitividade das MPMEs da região sul do estado de Minas Gerais que permitem que essas firmas participem continuamente do processo de exportação (medida de desempenho). Utilizando a perspectiva teórica da Visão da Firma Baseada em Recursos (VBR), fatores ligados às características individuais das firmas foram analisados e exploraram-se três explicações potenciais para as diferenças entre os dois tipos de empresas (contínuas e descontínuas): a adoção de inovações tecnológicas, a utilização de programas públicos e a participação em redes de empresas. Para testar as diferenças significativas entre os tipos de empresas exportadoras (contínuas/descontínuas) com relação à intensidade de ações internas, um modelo logit ordenado foi utilizado. Identificados os fatores discriminantes entre as duas amostras, um modelo logit binário foi então definido para pesquisar os determinantes do desempenho exportador. Com base na hipótese estabelecida, na revisão de literatura e nos resultados da pesquisa, foi estabelecido um critério de medição representado por um indicador capaz de quantificar o processo de exportação e classificar as empresas com relação à performance exportadora. Os resultados mostraram que os fatores externos à empresa (taxa de câmbio, barreiras comerciais, taxa de juros e diferenças culturais percebidos pelos administradores) são considerados muito importantes, independentemente de serem empresas exportadoras contínuas ou descontínuas. Algumas características das firmas, como tamanho, experiência em mercado internacional e número de países para os quais a empresa exporta, discriminam as duas sub amostras, levando à conclusão de que as empresas contínuas são maiores, têm mais experiência no mercado externo e diversificam mais seus mercados. Ainda, essas características têm impacto direto na permanência na atividade exportadora (medida de desempenho). Quanto à adoção de inovações tecnológicas, os resultados revelaram que as empresas contínuas são mais intensivas ao inovarem em produto, em processo e organizacionalmente, como, por exemplo, na criação de produtos novos para o mercado, na promoção do aperfeiçoamento tecnológico, na alteração de processos tecnológicos, na aquisição de novas máquinas, no controle de qualidade, além de adoção de técnicas avançadas de gestão e mudanças organizacionais, mercadológicas e de recursos humanos. Entretanto, entre todos os itens que foram discriminantes das empresas exportadoras contínuas e descontínuas quanto à capacidade tecnológica, somente dois explicam positivamente e significativamente as diferenças na permanência das empresas no mercado exportador: inovação de processo por processos tecnológicos novos para o setor de atuação e inovação organizacional por mudanças significativas nos conceitos e ou práticas de comercialização. Quanto à utilização de programas públicos, as empresas contínuas utilizam com mais intensidade dois instrumentos financeiros: o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento de Cambiais Entregues (ACE) e, embora esses programas evitem custos para as empresas, não se mostraram significativos para a permanência no status de exportadora contínua. A participação em redes de empresas não se mostrou determinante do desempenho exportador, embora possua alguns itens que discriminem as empresas amostradas, ligados, principalmente, à cooperação com clientes, fornecedores, universidades e instituições de certificação. Por fim, aproximadamente 49% das empresas foram classificadas como de baixa performance exportadora, das quais mais da metade é descontínua, sugerindo que a maior utilização desses recursos poderia levá-las a obter vantagem competitiva no mercado internacional e permanência na atividade exportadora.
The macroeconomic challenge of expanding the Brazilian export base requires more participation of micro, small and medium-sized enterprises (MSMEs). These enterprises have been gradually recognized for their role in representing the vast majority of the country's companies and being the key players in creating jobs and income opportunities. Nevertheless, small-sized companies face several obstacles to enter and especially maintain its business in the external market. Therefore, this study attempts to identify the conditions for competitiveness of the MSMEs in the south region Minas Gerais state which allow them to continuously participate in the export process. (performance measure). According to the Resource-Based View of Firms (RBV), factors associated with individual characteristics of the firms were analyzed and three potential explanations for the difference between the two types of companies (continuous and discontinuous) were explored: the adoption of technological innovations, the use of public programs and the participation of companies in networks. In order to evaluate the significant differences between the two types of export companies (continuous/discontinuous) with regard to the intensity of internal actions an ordered logit model was used. Once the distinguishing factors between the two samples were identified, a binary logit model was used to analyze the exporter's performance determinants. Based on the established hypothesis, literature review and research outcomes, a measurement criterion, represented by an indicator capable of quantifying the export process and classifying companies as to their export performance, was defined. Results show that factors external to the company (Exchange rate, commercial barriers, interest rates and cultural differences noticed by administrators) are considered very important, regardless of whether the export companies are continuous or discontinuous. Some of the firm s characteristics such as size, international market experience and number of countries to which they export distinguish the two subsamples, leading to the conclusion that continuous companies are larger, have more international market experience and diversify their market. These characteristics also have a direct impact on the permancence of export activities (performance measure). As far as the adoption of new technologies is concerned, results show that continuous companies innovate products, processes and organizational aspects more frequently. For instance, they innovate by creating new products, promoting technological enhancement, altering technological processes, acquiring new machinery, controlling quality, adopting advanced management techniques and incorporating organizational, market-driven and human resources changes. Yet, only two of all the items, which distinguished continuous from discontinuous export companies in terms of technological capacity, explained the differences of permanence in the export market in a positive and significant manner: process innovation through the use of new technological processes in the sector and organizational innovation through relevant changes in business concepts and practices. As to the use of public programs, continuous companies often apply two financial instruments: Advance Payment Under Foreign Exchange Contract ("ACC") and Advance Payment Under Export Documents ("ACE") and, even though these programs avoid costs for the companies, they did not prove to be relevant in maintaining the status of continuous exporter. The companies' participation in networks did not determine the exporter's performance, even though there were items which differentiated the sampled companies. These items were mainly associated with the cooperation of customers, suppliers, universities and certification institutions. Finally, 49% of companies were classified as low performance exporters. More than 50% of which is discontinuous, suggesting that a better use of these resources could provide them with a competitive advantage in the international market and help them maintain their export activities.
Palavras-chave: Exportação
Micro
Pequena e média empresa
Condicionantes
Export
Micro
Small and medium-sized enterprises
Conditions
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA INTERNACIONAL::TEORIA DO COMERCIO INTERNACIONAL
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal de Viçosa
Sigla da Instituição: UFV
Departamento: Economia e Gerenciamento do Agronegócio; Economia das Relações Internacionais; Economia dos Recursos
Programa: Doutorado em Economia Aplicada
Citação: CARVALHO, Heloisa Rosa. Conditions for micro, small and medium-sized enterprises export performance in the south region of the state of Minas Gerais. 2009. 139 f. Tese (Doutorado em Economia e Gerenciamento do Agronegócio; Economia das Relações Internacionais; Economia dos Recursos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2009.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://locus.ufv.br/handle/123456789/125
Data do documento: 17-Dez-2009
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